Sociedade | 15-02-2026 07:00

Pontes da Chamusca e Constância: "Em Lisboa ou no Porto já estava resolvido"

Pontes da Chamusca e Constância: "Em Lisboa ou no Porto já estava resolvido"

Cheias expõem fragilidades antigas e presidente da CIM não poupa críticas: “Em Lisboa ou no Porto já estava resolvido”.

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo voltou a colocar o dedo na ferida: a região não pode continuar à espera da conclusão do IC9 nem de soluções para as pontes da Chamusca e de Constância. Para Manuel Jorge Valamatos, a sucessão de cheias e constrangimentos na mobilidade veio apenas confirmar o que há muito é reivindicado, a urgência de investir em acessibilidades para garantir coesão territorial e segurança.
Em declarações à Lusa, o também presidente da Câmara de Abrantes defendeu que “não precisamos só da conclusão do IC9, precisamos da conclusão do IC9 e de um conjunto de outras infraestruturas”, sublinhando que a região continua vulnerável por falta de alternativas viárias eficazes. A situação das travessias sobre o Tejo é, para o autarca, um dos exemplos mais evidentes dessa fragilidade. Na Chamusca, a ponte apresenta sinais de degradação que obrigam à circulação alternada por razões de segurança. Já em Constância, a travessia está interditada a veículos pesados, igualmente por motivos de segurança, condicionando o transporte de mercadorias e afetando a dinâmica económica local.
Valamatos considera que os recentes episódios de cheias devem servir de alerta definitivo para o Governo. “Neste contexto que estamos a viver, aquilo que aprendemos é que, mais uma vez, se torna urgente a conclusão do IC9”, afirmou, dizendo querer acreditar que o executivo compreenda “de uma vez por todas” a importância estratégica da via, sobretudo para as zonas industriais da região, com destaque para o Tramagal. Para o presidente da CIM do Médio Tejo, não se trata apenas de uma estrada, mas de uma questão de igualdade territorial. A requalificação ou construção de novas pontes na Chamusca e em Constância, bem como a melhoria global da rede viária, são vistas como peças-chave para garantir desenvolvimento económico, fixação de população e maior resiliência perante fenómenos extremos.
“Esta região merece uma atenção que já deveria ter acontecido há muitos anos”, frisou, numa crítica directa ao que considera ser um tratamento desigual face às áreas metropolitanas. “Em qualquer sítio em Lisboa ou em qualquer sítio do Porto estas situações já estavam resolvidas”, reforçou.

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