Sociedade | 16-02-2026 18:00

Azambuja liga Radar Social para detectar novos casos de pobreza

idosa
foto ilustrativa - foto dr

Insuficiência ou ausência de rendimentos, más condições de habitabilidade e isolamento são os maiores factores de vulnerabilidade social em Azambuja, segundo dados do Radar Social. Num ano, o projecto sinalizou e apoiou mais de sete dezenas de pessoas em risco e quer chegar a mais pessoas.

O Radar Social, medida integrada no Conselho Local de Acção Social de Azambuja, sinalizou no concelho desde Dezembro de 2024, ano da sua implementação, e Dezembro de 2025, 71 novas pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco de pobreza e exclusão social, que resultaram na abertura de 59 processos. A maioria das sinalizações foi feita pela equipa do Radar (40), por dois elementos que vão para o terreno fazer uma avaliação com capacidade para encaminhar ou activar directamente a rede de recursos locais disponível em casos de necessidade de intervenção social de emergência.
Mas não foi só a partir da equipa de técnicos que as referenciações chegaram. De acordo com dados solicitados e fornecidos a O MIRANTE pela Divisão de Intervenção Socioeducativa da Câmara de Azambuja, associações locais (4), familiares (2) e vizinhos (3), entre outras pessoas e organismos, contribuíram para a sinalização de pessoas em risco. O município apelou recentemente à população que ajude a sinalizar novos casos, através de telefone (969151670), fichas de sinalização, juntas de freguesia, ou presencialmente junto da Divisão de Intervenção localizada no número 8, no Páteo do Valverde.
A insuficiência de rendimentos (41) ou ausência (8) e a solidão/isolamento (16) são os maiores factores de vulnerabilidade social identificados pelo Radar no concelho. Também as más condições de habitabilidade (7) e situações de despejo ou desalojamento (2), alcoolismo (1) e violência doméstica (1) estão entre as causas identificadas. Foram ainda sinalizadas três pessoas em situação de sem-abrigo.

Maioria são mulheres e pessoas com mais de 65 anos
A maioria dos casos sinalizados é do sexo feminino (46) e encontra-se na faixa etária entre os 65 e os 69 anos (11), seguindo-se pessoas com idades compreendidas entre os 60 e os 64 anos (6). Duas das pessoas sinalizadas têm 85 ou mais anos e há também menores sinalizados, incluindo crianças entre os três e os cinco anos de idade (4) e bebés (3).
As sinalizações foram comunicadas e accionados serviços e parceiros que trabalham em rede como forças de segurança, instituições particulares de solidariedade social, unidades de saúde e outros serviços do município, como o Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social.
O Radar Social é uma medida apoiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que assenta no desenvolvimento de um trabalho de parceria e de cooperação, de referenciação e de (re)conhecimento dos problemas de pobreza e exclusão social, em complementaridade com as redes locais.

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