Vila Franca de Xira estima prejuízos de 15 milhões de euros após 11 dias de tempestade
Desde o dia 5 de fevereiro, o concelho enfrentou uma pressão logística sem precedentes, registando-se: 483 ocorrências, 1471 operacionais envolvidos, 277 viaturas no terreno e 36 pessoas assistidas: 33 retiradas por cautela (maioritariamente da Vala do Carregado) e 3 relocalizadas.
O Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Vila Franca de Xira foi desativado esta segunda-feira, dia 16 de fevereiro, após um período de 11 dias de "grande dificuldade climatérica". O balanço preliminar foi apresentado em reunião de câmara pelo presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, que apontou para prejuízos que rondam os 15 milhões de euros.
Desde o dia 5 de fevereiro, o concelho enfrentou uma pressão logística sem precedentes, registando-se: 483 ocorrências, 1471 operacionais envolvidos, 277 viaturas no terreno e 36 pessoas assistidas: 33 retiradas por cautela (maioritariamente da Vala do Carregado) e 3 relocalizadas.
Foram ainda estabelecidos dois centros de acolhimento de emergência nos Pavilhões Municipais da Castanheira do Ribatejo e do Sobralinho, que garantiram pernoita e alimentação às populações afectadas.
Durante a Reunião de Câmara, Fernando Paulo Ferreira não poupou críticas à E-REDES, apontando a incapacidade da entidade em assegurar o fornecimento eléctrico a muitas famílias, e à IP – Infraestruturas de Portugal, pela demora na tomada de decisões urgentes.
Perante o cenário de destruição, o autarca revelou estar em articulação com outros municípios da Área Metropolitana de Lisboa para reivindicar apoio suplementar junto do Governo. O objetivo é garantir o financiamento necessário para as obras de reconstrução e reposição da normalidade.
Embora os caminhos ribeirinhos tenham reaberto hoje, o troço de Vila Franca de Xira permanece encerrado devido à necessidade de intervenções estruturais pesadas.
"O trabalho está longe de estar terminado", alertou o presidente da câmara, sublinhando que as equipas municipais continuam no terreno a avaliar riscos de novos deslizamentos de terras e a diagnosticar danos em habitações.


