Sociedade | 16-02-2026 20:46

Vila Franca de Xira estima prejuízos de 15 milhões de euros após 11 dias de tempestade

Vila Franca de Xira estima prejuízos de 15 milhões de euros após 11 dias de tempestade

Desde o dia 5 de fevereiro, o concelho enfrentou uma pressão logística sem precedentes, registando-se: 483 ocorrências, 1471 operacionais envolvidos, 277 viaturas no terreno e 36 pessoas assistidas: 33 retiradas por cautela (maioritariamente da Vala do Carregado) e 3 relocalizadas.

O Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Vila Franca de Xira foi desativado esta segunda-feira, dia 16 de fevereiro, após um período de 11 dias de "grande dificuldade climatérica". O balanço preliminar foi apresentado em reunião de câmara pelo presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, que apontou para prejuízos que rondam os 15 milhões de euros.
Desde o dia 5 de fevereiro, o concelho enfrentou uma pressão logística sem precedentes, registando-se: 483 ocorrências, 1471 operacionais envolvidos, 277 viaturas no terreno e 36 pessoas assistidas: 33 retiradas por cautela (maioritariamente da Vala do Carregado) e 3 relocalizadas.
Foram ainda estabelecidos dois centros de acolhimento de emergência nos Pavilhões Municipais da Castanheira do Ribatejo e do Sobralinho, que garantiram pernoita e alimentação às populações afectadas.
Durante a Reunião de Câmara, Fernando Paulo Ferreira não poupou críticas à E-REDES, apontando a incapacidade da entidade em assegurar o fornecimento eléctrico a muitas famílias, e à IP – Infraestruturas de Portugal, pela demora na tomada de decisões urgentes.
Perante o cenário de destruição, o autarca revelou estar em articulação com outros municípios da Área Metropolitana de Lisboa para reivindicar apoio suplementar junto do Governo. O objetivo é garantir o financiamento necessário para as obras de reconstrução e reposição da normalidade.
Embora os caminhos ribeirinhos tenham reaberto hoje, o troço de Vila Franca de Xira permanece encerrado devido à necessidade de intervenções estruturais pesadas.
"O trabalho está longe de estar terminado", alertou o presidente da câmara, sublinhando que as equipas municipais continuam no terreno a avaliar riscos de novos deslizamentos de terras e a diagnosticar danos em habitações.

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