Sociedade | 17-02-2026 13:29
Tejo desce mas mantém populações em alerta na Lezíria
Apesar da melhoria registada nos últimos dias, as autoridades mantêm o nível de alerta amarelo e reforçam os apelos à prudência, sobretudo nas zonas ribeirinhas ainda inundadas.
A situação no rio Tejo está “bastante estabilizada” após a descida do nível das águas, mas ainda “não está normalizada”, devendo as populações manter precaução devido à existência de zonas afectadas, disse hoje à Lusa fonte da Protecção Civil.
O comandante sub-regional da Protecção Civil do Médio Tejo, David Lobato, explicou que o rio mantém “algum caudal” e, embora na parte mais a norte do distrito de Santarém já tenha regressado ao leito normal, o mesmo não sucede na Lezíria do Tejo, na zona sul.
“Aqui na zona do Médio Tejo, todo o leito do rio já se encontra dentro das suas margens, mas na Lezíria do Tejo isso ainda não acontece”, afirmou, acrescentando que as equipas continuam no terreno em vigilância permanente para responder a qualquer eventualidade.
A descida do caudal levou a Comissão Distrital de Protecção Civil de Santarém a baixar o nível de alerta de vermelho para amarelo, numa reunião realizada na segunda-feira. Ainda assim, David Lobato sublinhou que as populações devem evitar atravessar zonas interditadas ou estradas ainda com água.
“Se houver água na estrada, por favor, o que pedimos é que não atravessem, não façam atravessamento dessas vias, porque a coisa pode correr muito, muito mal”, advertiu, lembrando que a situação “ainda não está normalizada”.
O responsável adiantou que o alerta amarelo deverá manter-se ao longo desta semana, tendo em conta que as barragens de Castelo de Bode e de Alcântara permanecem com níveis elevados de armazenamento, podendo ser necessárias descargas preventivas.
Nas zonas baixas do Médio Tejo, já são visíveis trabalhos de limpeza e remoção de detritos promovidos pelos municípios e serviços municipais. Contudo, na Lezíria, o regresso à normalidade deverá demorar “mais uma semana, pelo menos”, até que a água retome os seus cursos habituais.
Quando se assinalam 21 dias desde a passagem da depressão Kristin, seguida pelas depressões Leonardo e Marta, continuam a registar-se várias dezenas de vias rodoviárias afectadas nos concelhos de Azambuja, Benavente, Almeirim, Constância, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha, Mação e Ourém.
Estradas nacionais, municipais e caminhos rurais permanecem submersos ou condicionados por quedas de taludes, movimentações de massas e até colapsos de pontes, dificultando as deslocações.
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