Vinte dias após a tempestade ainda há muita gente sem luz em Ourém
O presidente da Câmara de Ourém estima a reposição de 95% da electricidade no concelho até final da próxima semana. Vinte dias após a tempestade Kristin, ainda há cerca de três mil pessoas sem energia eléctrica.
Vinte dias depois da devastação provocada pela tempestade Kristin, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque (PSD), fez novo ponto de situação no final da sessão camarária de 16 de Fevereiro. O autarca sublinhou que a principal preocupação continua a ser as cerca de três mil pessoas que permanecem sem electricidade no concelho.
Segundo Luís Albuquerque, existem ainda cerca de duas mil habitações sem fornecimento de energia eléctrica, situação que considera preocupante. No início desta semana realizou-se nova reunião com a E-Redes, estando as equipas no terreno a ser reforçadas para acelerar a reposição do serviço. Apesar de não existirem prazos definidos, o autarca manifestou a perspectiva de que até final da próxima semana 95% da população possa estar novamente servida com energia eléctrica.
Relativamente às telecomunicações, os indicadores são mais animadores. A Vodafone prevê que até ao final desta semana cerca de 97% dos seus clientes de rede móvel e fixa tenham a situação regularizada. No caso da MEO, dos 22 pontos de rede móvel instalados no concelho, 15 já estarão repostos. Quanto à NOS, a informação disponível aponta para a reposição total do serviço. Mais demorada será a resolução dos problemas na fibra óptica, uma vez que muitos cabos continuam no chão em várias zonas do concelho, exigindo intervenções mais prolongadas.
Em termos de acção social, o município tem ainda 24 pessoas desalojadas a seu cargo. Existe a expectativa de que algumas possam regressar em breve às suas habitações, à medida que decorrem obras de reparação. No entanto, quatro agregados familiares enfrentam danos estruturais mais profundos nas suas casas, sendo necessária uma intervenção de maior dimensão e a procura de uma solução habitacional alternativa, já que o realojamento não se perspectiva a curto prazo.
Quanto aos estragos no concelho, o levantamento realizado na última semana por seis equipas técnicas encontra-se em fase de apuramento final. Ainda assim, o presidente da autarquia admite que os prejuízos em estradas municipais e edifícios públicos deverão situar-se entre os 30 e os 35 milhões de euros. Estima-se que existam cerca de 10 mil casas destelhadas e já deram entrada aproximadamente 1.300 candidaturas ao apoio estatal que permite comparticipações até 10 mil euros por habitação, estando os serviços municipais a proceder à validação desses pedidos.


