Deputados exigem solução estrutural para a Ponte da Chamusca e calendário para a A13/IC3
Os deputados do PS eleitos por Santarém dizem que as cheias vieram expor um problema antigo: a excessiva dependência da Ponte da Chamusca. Socialistas querem obras urgentes, avaliação estrutural e prazos concretos para uma alternativa no corredor A13/IC3.
Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo distrito de Santarém vieram a público assumir uma tomada de posição sobre os constrangimentos na Ponte da Chamusca, defendendo a necessidade de uma solução estrutural que garanta a mobilidade e a resiliência da região. Segundo os parlamentares socialistas, as populações da Chamusca, da Golegã e de vários concelhos do Médio Tejo e da Lezíria têm vivido semanas de incerteza devido ao agravamento das cheias e à fragilidade da ligação rodoviária através da ponte e respectivos acessos. Uma travessia que consideram essencial para trabalhadores, estudantes, utentes de serviços de saúde, empresas e cadeias de abastecimento.
Na sua posição, os deputados alertam que os sucessivos condicionamentos, a degradação do pavimento e as limitações à circulação de pesados têm obrigado a desvios por percursos mais longos e menos adequados, com custos acrescidos para famílias e impacto directo na economia local. Sublinhando ainda os reflexos no funcionamento de serviços básicos, como a recolha de resíduos sólidos urbanos e o acesso aos CIRVER. Para os eleitos do PS, os episódios recentes não são um problema circunstancial, mas sim o reflexo de uma dependência excessiva de uma travessia centenária, particularmente vulnerável em contexto de cheia, quando vários acessos ficam intransitáveis.
Os deputados defendem, por isso, prioridade imediata a uma solução para a travessia do Tejo que assegure continuidade territorial e maior segurança rodoviária. Recordam também o atraso na concretização do corredor A13/IC3, incluindo a ligação Almeirim–Vila Nova da Barquinha, apesar de já existirem instrumentos de planeamento e enquadramento legal e orçamental. No requerimento dirigido ao Ministro das Infraestruturas e Habitação, os deputados do PS questionam que intervenções imediatas e estruturais estão previstas para a Ponte da Chamusca, qual a avaliação técnica atual do estado da infraestrutura e em que fase se encontra a concretização da A13/IC3. Querem ainda saber se está prevista uma nova travessia do Tejo ou outra alternativa estrutural, bem como o respectivo calendário de execução.
Dúvidas vão manter-se resolverem o problema
Depois de dois encerramentos nas últimas semanas, a circulação foi retomada na Ponte Joaquim João Isidro dos Reis (EN243), entre Chamusca e Golegã. O alívio é temporário. A interdição mais recente, motivada por fissuras no pavimento e instabilidade num talude, voltou a expor fragilidades antigas numa infraestrutura marcada por remendos e promessas adiadas. A Infraestruturas de Portugal deslocalizou o semáforo da circulação alternada e encerrou parcialmente uma faixa para reduzir a carga sobre a zona afectada. Medidas de mitigação imediata, mas insuficientes para afastar as preocupações.
A Câmara da Golegã já tinha alertado, em Março de 2025, para as fissuras agora apontadas como causa do problema. O pavimento degradado, o tráfego intenso, sobretudo de pesados com destino ao Eco Parque do Relvão, e a ausência de alternativas continuam a acelerar o desgaste.


