Sociedade | 21-02-2026 18:00

Benavente admite criar gabinete de apoio às vítimas das intempéries

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A proposta partiu da oposição, mereceu concordância da presidente da câmara e poderá traduzir-se numa estrutura multidisciplinar para apoiar a população na fase crítica e no pós-crise.

A criação de um gabinete de apoio em situações de catástrofe esteve em discussão na reunião do executivo da Câmara de Benavente, com o vereador Frederico Antunes a defender a necessidade de uma resposta técnica para apoiar os munícipes afectados pelas recentes intempéries. O autarca alertou que “haverá centenas de pessoas no concelho” a necessitar de dois tipos de ajuda distintos: por um lado, apoio para contactar entidades, reportar prejuízos e preencher impressos destinados às seguradoras. Por outro lado, esclarecimento sobre os mecanismos de acesso aos apoios públicos anunciados pelo Governo, no valor global de 2,5 milhões de euros.
Segundo Frederico Antunes, muitos dos lesados, sobretudo os mais idosos, não dispõem de ligação à internet, nem dominam ferramentas digitais como o envio de correio electrónico ou o preenchimento de formulários electrónicos, frequentemente complexos. “Preencher um formulário muitas vezes é difícil, e nós temos que criar essa disponibilidade”, sublinhou, defendendo a constituição de uma equipa técnica municipal que possa receber os munícipes, recolher fotografias dos danos e prestar auxílio no tratamento da documentação necessária.
Relativamente à verba anunciada pelo governo, o vereador considerou que apenas uma parte terá impacto efectivo na vida das pessoas, salientando que os apoios até 10 mil euros poderão fazer a diferença para famílias e pequenas associações. Disponibilizou-se, desde já, para colaborar a título pro bono na eventual estrutura de apoio.
O vereador Hélio Justino recordou que o apoio ao preenchimento de documentos e ao uso de meios informáticos já é assegurado, há vários anos, pelas juntas de freguesia, através dos chamados postos internet. Ainda assim, reconheceu que tal não impede a Câmara de reforçar ou complementar essa resposta.
A presidente da autarquia, Sónia Ferreira, manifestou concordância com a proposta, defendendo a criação de um gabinete que integre a Protecção Civil, forças de segurança, bombeiros, serviços de acção social, educação e a área operacional dos estaleiros municipais, permitindo uma resposta imediata em contexto de crise.
A autarca acrescentou que essa estrutura deverá assegurar igualmente o acompanhamento no pós-crise, apoiando os munícipes na identificação de danos, na obtenção de orçamentos, na definição de obras necessárias; quer em propriedades particulares, quer em associações; e no enquadramento em linhas de financiamento ou seguros.
Sobre a onda de tempestades que fustigou Portugal e, em certa medida, o concelho de Benavente, onde não se registaram feridos, mas contabilizam-se estragos provocados pela subida do nível das águas dos rios Sorraia e Almansor, Sónia Ferreira garantiu que, com a situação a acalmar nas próximas semanas, há que avaliar os estragos.

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