Sociedade | 23-02-2026 15:00

Licínio Oliveira tem liderado uma das frentes solidárias contra as cheias no Cartaxo

Licínio Oliveira tem liderado uma das frentes solidárias contra as cheias no Cartaxo
Licínio Oliveira, presidente da junta de freguesia de Vale da Pedra, tem sido um dos principais responsáveis no apoio às populações afectadas pelas cheias no concelho do Cartaxo. - foto O MIRANTE

Com Valada isolada e o Tejo a subir, o presidente da junta de Vale da Pedra tem coordenado retirada de moradores, ajudado a garantir abastecimentos por comboio e barco e alerta para risco de ruptura dos diques.

Com a subida do rio Tejo a colocar o concelho do Cartaxo em alerta, Licínio Oliveira tem assumido um papel central na coordenação do apoio às populações afectadas pelas cheias. O presidente da Junta de Freguesia de Vale da Pedra tem estado diariamente no terreno a acompanhar a situação no bairro dos pescadores, na zona da Ponte do Reguengo, e na freguesia de Valada, que permanece isolada devido à subida das águas.
Na última semana viveu-se em vigilância permanente. A água chegou às caves de algumas habitações no bairro dos pescadores, mas não atingiu os pisos superiores. Ainda assim, por precaução, foram retirados cerca de dez moradores, na maioria idosos, numa operação preventiva que decorreu sem incidentes. Com Valada isolada, a logística de abastecimento tem sido assegurada com o apoio de uma automotora disponibilizada pela Comboios de Portugal (CP), que garante não só o transporte de bens essenciais como também a deslocação das crianças para a escola e o respectivo regresso a casa. Em situações urgentes, o transporte é feito por barco. Medicamentos, alimentos, produtos de higiene e outros bens têm sido enviados diariamente para a outra margem do rio. “Eles dizem-nos o que precisam e nós fazemos a gestão logística a partir de Vale da Pedra”, explicou o autarca, acrescentando que os donativos são organizados durante o dia e expedidos ao final da tarde.
A principal preocupação das autoridades locais centra-se nos diques de contenção junto a Valada, construídos em meados do século XIX. “Se rebentasse um dique, teríamos de retirar 300 ou 400 pessoas. Era uma tragédia”, alertou Licínio Oliveira, sublinhando o risco que uma eventual rutura representaria para a população. Em Vale da Pedra, os constrangimentos registaram-se sobretudo ao nível de estradas inundadas, queda de árvores e muros, chaminés danificadas e cabos eléctricos no chão. Apesar de se verificar uma ligeira descida do nível da água, as descargas das barragens e a previsão de mais chuva mantêm os serviços em alerta.
O presidente da junta destaca a articulação entre a Câmara Municipal do Cartaxo, Protecção Civil, bombeiros e forças de segurança, bem como o contributo de agricultores, empresas e voluntários. Até ao momento, garante, não houve qualquer situação urgente que não tivesse sido resolvida, incluindo a evacuação de uma pessoa idosa para o hospital. “Temos levado de tudo, bens alimentares para pessoas e animais, produtos de higiene e de limpeza. Só posso agradecer a todos os que têm ajudado”, concluiu.

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