Sociedade | 23-02-2026 18:00

Ministra do Ambiente veio ao Ribatejo ver os efeitos do mau tempo e ouvir apelos de autarcas

Ministra do Ambiente veio ao Ribatejo ver os efeitos do mau tempo e ouvir apelos de autarcas
A visita da ministra ao concelho de Azambuja teve início no quartel dos Bombeiros de Alcoentre - foto DR

Maria da Graça Carvalho acompanhou os presidentes dos municípios de Santarém, Cartaxo e Azambuja numa visita às zonas mais afectadas pelas cheias e pela chuva, com o objectivo de analisar os impactos do mau tempo e os trabalhos efectuados no sentido de reestabelecer a normalidade.

O presidente da Câmara de Santarém, João Leite (PSD), considera que a mobilização de recursos públicos nacionais é inevitável para fazer face aos prejuízos causados pelas intempéries no concelho, nomeadamente devido aos deslizamentos de terras que têm acontecido em diversos pontos. Um dos mais relevantes ocorreu na Estrada de Alfange, que cortou esse acesso da cidade à povoação ribeirinha.
João Leite deixou essa mensagem à ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, durante a visita que fez à cidade e a outros pontos da região no dia 10 de Fevereiro, realçando que a autarquia não tem dimensão financeira para responder às necessidades. “Vamos priorizar, com apoio técnico especializado, as intervenções urgentes com especial destaque para a reposição do acesso a Alfange e a melhoria urgente dos acessos alternativos”, disse o autarca, que considera “particularmente preocupante a instabilidade existente nas encostas”, resultante da saturação dos solos devido ao excesso de precipitação.
Juntamente com uma equipa especializada da Protecção Civil têm sido monitorizados vários deslizamentos nas encostas e, como medida de segurança, houve mesmo necessidade de deslocar quatro famílias. “Quero dizer-vos que não ficaremos pelo diagnóstico. Vamos agir, como temos feito nesta calamidade”, garante João Leite.
A ministra do Ambiente e Energia visitou as encostas da cidade e durante a reunião com autarcas e outros agentes de protecção civil, a ministra informou que se encontra em fase de concepção um plano de financiamento com vista à reconstrução das zonas afectadas pelas intempéries, mas garantiu que o foco actual está em estabelecer a segurança da população, com a monitorização das arribas e zonas ribeirinhas.

Cartaxo reclama soluções estruturais
O impacto das cheias na zona de Valada levou Maria da Graça Carvalho a visitar a localidade do concelho do Cartaxo. Durante a deslocação, a ministra do Ambiente contou com a presença do presidente da Câmara do Cartaxo, João Heitor, e do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado. A visita contribuiu para realçar a importância dos diques do Tejo na freguesia, que se constituem como infraestruturas fulcrais para a segurança das pessoas, dos bens e das actividades económicas da região, em particular, da agricultura.
O autarca do Cartaxo realçou a necessidade de garantir soluções estruturais com vista a aumentar a resiliência do território face a fenómenos naturais cada vez mais extremos e frequentes. Destacou a necessidade de reforçar as margens do Tejo no combate à erosão, reabilitar as estruturas gravemente danificadas com as cheias e conservar os diques através do seu revestimento.
João Heitor fez questão de reforçar a necessidade de monitorização contínua da zona ribeirinha, com foco na implementação de estratégias de prevenção e de reforço das infraestruturas de defesa contra as cheias. O município já iniciou trabalhos com esse objectivo, tendo procedido ao transporte de sacos de areia por comboio, desde Muge até Porto de Muge, materiais utilizados no reforço dos diques da freguesia de Valada.

Visita à barragem da Retorta sem jornalistas
No mesmo dia, a ministra do Ambiente e Energia deslocou-se ao concelho de Azambuja, num encontro que teve início no quartel dos Bombeiros Voluntários de Alcoentre. Esteve acompanhada pelo presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio, que liderou a visita no terreno. A barragem da Retorta, na Herdade da Torre Bela, foi o destino final da deslocação da ministra à localidade, um local particularmente sensível no contexto das cheias e ao qual só foi permitida a entrada das comitivas do Ministério do Ambiente e Energia e do Município de Azambuja.

João Leite reclama apoios do Estado para consolidação das encostas - foto O MIRANTE
João Heitor diz que são necessárias soluções estruturais para aumentar a resiliência do território a fenómenos extremos - foto O MIRANTE

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