Sociedade | 24-02-2026 12:00

Cirurgia robótica estreia-se no Médio Tejo e marca nova era na saúde regional

Cirurgia robótica estreia-se no Médio Tejo e marca nova era na saúde regional

Primeira cirurgia oncológica com tecnologia robótica realizada no Hospital de Tomar simboliza investimento de 2,4 milhões de euros e coloca a região na linha da frente da inovação cirúrgica.

A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo realizou esta semana, no Hospital de Tomar, a primeira cirurgia oncológica com recurso a tecnologia robótica na região, num momento que a administração classifica como histórico. A actividade arrancou de forma faseada no início de Fevereiro, após um investimento de 2,4 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Desde então foram já realizadas sete intervenções com recurso ao novo equipamento, numa implementação progressiva e cuidadosamente planeada. A equipa iniciou o processo com cirurgias simples e frequentes, como colecistectomias e apendicectomias, em doentes com perfil clínico favorável, avançando agora para a área oncológica.
O arranque da cirurgia robótica foi antecedido por um rigoroso processo de formação e credenciação internacional das equipas médicas e de enfermagem. Nesta fase, a actividade decorre ainda sob programa contínuo de credenciação da entidade responsável pelo equipamento. Firmo Mineiro, responsável pelo Departamento Cirúrgico, sublinha que a nova tecnologia “acrescenta qualidade técnica ao acto operatório e reforça a segurança para o doente”, destacando a importância acrescida em contexto oncológico, onde a precisão e a preservação de tecidos são determinantes.
A cirurgia robótica representa uma evolução da laparoscopia tradicional, permitindo maior estabilidade, melhor visualização do campo operatório e uma abordagem minimamente invasiva, com potencial redução do tempo de recuperação. Este avanço integra-se numa estratégia mais ampla de modernização das três unidades hospitalares da ULS Médio Tejo, que nos últimos anos investiu mais de nove milhões de euros em melhorias estruturais e tecnológicas. A complementaridade mantém-se: Abrantes consolida-se na resposta ao doente crítico, Tomar afirma-se como centro cirúrgico e Torres Novas reforça a consulta especializada e cirurgia de ambulatório. Para o conselho de administração, presidido por Casimiro Ramos, trata-se de um passo decisivo na diferenciação clínica da região e na capacidade de atrair profissionais qualificados, num contexto cada vez mais exigente do Serviço Nacional de Saúde.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias