Sociedade | 25-02-2026 10:00
Destruição em Abrantes com prejuízos acima dos 10 milhões
Infraestruturas destruídas, muralhas em risco e estradas encerradas. Município continua a contabilizar danos e admite que a factura pode aumentar.
O concelho de Abrantes está a contas com um dos maiores prejuízos dos últimos anos. A passagem da tempestade Tempestade Kristin, aliada às cheias do rio Tejo e às chuvas intensas e persistentes das últimas semanas, já provocou danos superiores a 10 milhões de euros, sobretudo em infraestruturas públicas. “O que já apurámos ultrapassa os 10 milhões de euros, mas todos os dias surgem novas situações e prejuízos”, afirmou o presidente da câmara, Manuel Valamatos (PS), sublinhando que os impactos atingem também famílias, empresas e estruturas privadas.
Apesar de a Comissão Distrital de Protecção Civil de Santarém manter o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo no nível azul, o mais baixo da escala, a normalidade ainda está longe de ser plena. O rio começa a regressar ao leito habitual e as ribeiras retomam gradualmente a sua forma, mas os trabalhos de limpeza e consolidação continuam no terreno.
A zona norte do concelho foi a mais afectada. Derrocadas em estradas municipais, interdições em infraestruturas e danos em habitações deixaram marcas visíveis. O troço da Estrada Nacional 2, no Espinhaço de Cão, permanece encerrado por decisão da Infraestruturas de Portugal, por razões de segurança. O fecho da via tem desviado o trânsito, incluindo pesados, para o centro da cidade, agravando os constrangimentos na circulação. O autarca reconhece os impactos, mas garante que a prioridade é a segurança e que decorrem contactos para encontrar uma solução célere que permita normalizar o tráfego.
Um dos símbolos da cidade, o Jardim do Castelo, continua encerrado após derrocadas em troços das muralhas. As intervenções técnicas decorrem em articulação com entidades da área do património e da cultura, numa operação que visa garantir a segurança de visitantes e preservar a integridade histórica do espaço. O município acompanha ainda os mecanismos de apoio do Governo e das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), numa tentativa de agilizar a recuperação das zonas afetadas e apoiar financeiramente quem sofreu perdas.
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