Mercado diário de Samora Correia ganha novos vendedores
A Junta de Freguesia quer concentrar neste espaço de comércio os vendedores ambulantes que ainda operam nas ruas e transformar o mercado num pólo forte de dinamização local, apesar das limitações de estacionamento que continuam por resolver.
O mercado diário de Samora Correia, no Largo Professor João Fernandes Pratas, vai contar com mais quatro vendedores, alargando o número de bancas ocupadas, revelou segunda-feira o presidente da Junta de Freguesia, Jorge Paiva, na reunião pública do executivo realizada a 23 de Fevereiro.
O preenchimento de mais bancas surge no seguimento da estratégia da junta de concentrar a venda ambulante no espaço do mercado, que funciona de segunda-feira a sábado, sendo este último o dia de maior afluência. “O objectivo é acabar com a venda ambulante nas ruas e trazer os vendedores para o mercado diário”, explicou o autarca.
Na semana passada, a vendedora Maria do Carmo da Costa passou a ocupar as bancas 8 a 12 para a venda de frutas e produtos hortícolas, depois de ter apresentado um pedido formal nesse sentido. A mudança, segundo Jorge Paiva, teve impacto imediato no movimento do mercado. “Notou-se logo a diferença. Quem lá vende habitualmente disse que não estava habituado a tanto movimento”, referiu.
Nos próximos dias prevê-se a entrada de mais três vendedores, nomeadamente Lúcia Mesquita, Cristina - conhecida pela venda de queijos - e uma comerciante que habitualmente participa no mercado mensal junto ao pavilhão e que comercializa plantas, sementes e árvores de fruto. Alguns ficarão no exterior, junto ao coreto, por já não haver espaço disponível no interior.
A junta pretende ainda captar o interesse de outros vendedores, nomeadamente uma florista e comerciantes de ovos e pão.
Apesar da aposta na dinamização do espaço, o estacionamento continua a ser um dos principais constrangimentos. “Estamos a tentar resolver com a câmara, mas é um processo que vai demorar tempo”, admitiu o presidente da junta.
Paralelamente, o executivo pretende lançar em hasta pública duas lojas do mercado que se encontram vazias, restringindo a sua utilização a actividades compatíveis com o conceito de mercado que a freguesia quer afirmar. A ideia passa por privilegiar negócios que tenham a ver com o mercado rural, tais como florista, padaria, charcutaria ou talho, reforçando a identidade do espaço enquanto mercado de proximidade.


