Sociedade | 25-02-2026 15:00

Rasto de 9,9 milhões em Rio Maior com principais prejuízos na rede viária

Rasto de 9,9 milhões em Rio Maior com principais prejuízos na rede viária

Estradas destruídas, derrocadas por resolver e 16 pessoas ainda fora de casa. Município admite que sem ajuda do Governo será impossível responder em tempo útil aos estragos provocados pela depressão Kristin e tempestades seguintes.

O município de Rio Maior estima em 9,9 milhões de euros os prejuízos provocados pelo mau tempo das últimas semanas, com a maior fatia a recair sobre a rede viária municipal. O balanço provisório já foi remetido à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) e traça um cenário pesado para as finanças da autarquia. “Estamos a falar de um prejuízo a rondar os 9,9 milhões de euros, sendo que as estradas são consumidoras da esmagadora maioria deste valor”, afirmou o presidente da câmara, Filipe Santana Dias, em declarações à Lusa.
Mais de duas dezenas de caminhos e estradas municipais foram afectados. Nas situações menos complexas, os trabalhos decorrem a ritmo acelerado. “Estão a abrir-se estradas todos os dias, permitindo repor a circulação”, garantiu o autarca. O cenário complica-se, contudo, na estrada municipal de Fonte Longa, na freguesia de Alcobertas, e na via de ligação à localidade de Marmeleira, onde se registaram derrocadas significativas. Em ambos os casos, a solução passa por intervenções estruturais de grande envergadura. “Estamos já a contratualizar projetocs de execução”, explicou Filipe Santana Dias, sublinhando que se tratam de obras que “necessitarão de recursos de estacaria”, o que as torna “muitíssimo dispendiosas e morosas”. Para já, o município está a avançar com os estudos técnicos e geotécnicos necessários, assumindo os custos iniciais. “Se não for o apoio do Governo, será impossível ao município de Rio Maior, com fundos próprios fazer estas intervenções num tempo recorde.” Ainda assim, garante que há decisões que não podem esperar. “É daquelas coisas que não pode esperar e tem de avançar já.”
Entretanto, a autarquia aguarda um parecer do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para decidir sobre a reabertura da estrada entre Azinheira e Quintas, situada nas imediações de uma pedreira de exploração de sílica. Segundo o autarca, a via “não apresenta nenhum dano além dos normais de uso”, mas a decisão será tomada apenas após validação técnica.
O mau tempo deixou também um rasto social preocupante. No total, 28 pessoas ficaram deslocadas ou desalojadas no concelho. Actualmente, 16 continuam fora das suas habitações. Cinco pessoas encontram-se instaladas em unidades hoteleiras suportadas pela autarquia e 11 estão acolhidas por familiares ou amigos. “O principal foco é encontrar solução para estas pessoas”, assegurou o presidente, numa frente que se soma à pressão financeira e técnica que o município enfrenta.

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