Sociedade | 26-02-2026 13:32
Mau tempo: 42 deslizamentos de terras registados nas encostas de Santarém
Estrada de Alfange teve de ser cortada devido a mais um deslizamento de terras
Estabilização das encostas de Santarém tem um custo estimado de 28 milhões de euros. Município conta com financiamento nacional para se intervir rapidamente nos casos mais problemáticos e que podem colocar em causa infraestruturas essenciais, como a ferrovia.
A Câmara de Santarém estima em 34 milhões de euros os prejuízos provocados pelo mau tempo no concelho, dos quais cerca de 28 milhões respeitam a intervenções nas encostas, onde foram registados 42 deslizamentos. O presidente da Câmara de Santarém, João Leite, disse que o levantamento já foi enviado para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo e alertou para a “gravidade” da situação, que representa riscos para infraestruturas essenciais, incluindo a linha ferroviária.
“Só com investimento público nacional é que estas intervenções e reparações vão acontecer”, afirmou, acrescentando que será necessário “um envelope financeiro” que permita avançar com as obras de consolidação das barreiras. As encostas de Santarém voltaram a revelar sinais graves de instabilidade nas últimas semanas, situação agravada pelas chuvas intensas e pelas cheias no rio Tejo, que saturaram os solos e provocaram movimentos de massa em várias zonas do concelho.
Entre os episódios mais recentes relacionados com a instabilidade das encostas de Santarém, destaca‑se o deslizamento de terras que atingiu o parque de estacionamento do miradouro de Atamarma, no centro histórico, onde parte da muralha colapsou, obrigando à retirada de viaturas.
Também a Estrada de Alfange, que liga a cidade à povoação ribeirinha de Alfange, foi interditada ao trânsito automóvel e pedonal após um deslizamento ocorrido no talude da encosta das Portas do Sol. O vereador Pedro Gouveia, eleito pela coligação PSD/CDS, afirmou, na reunião de câmara de 9 de Fevereiro, que o município está a “monitorizar desde o primeiro dia” a situação das encostas, sublinhando que estas “já eram uma preocupação antiga” e que a instabilidade recente veio reforçar “a necessidade de acompanhamento permanente”.
Ponte da Panela à espera de obras
Além das encostas, João Leite afirmou que o levantamento municipal inclui ainda estradas e taludes em várias freguesias que necessitam de reparação, dando o exemplo concreto da Ponte da Panela, entretanto encerrada e com uma intervenção prevista na ordem dos 600 mil euros.
Para mitigar o impacto no trânsito local, está a ser criada uma alternativa viária que reduz os desvios da população de 20 para dois quilómetros, numa obra conduzida pela União de Freguesias de Vale de Figueira e São Vicente do Paul, com apoio financeiro do município.
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