Sociedade | 26-02-2026 15:00

Ponte da Várzea de Samora Correia necessita de nova vistoria

Ponte da Várzea de Samora Correia necessita de nova vistoria
Rebentamento de diques nas imediações da ponte provocou inundação da Várzea e corte da EN118, entre Benavente e Samora Correia - foto O MIRANTE

A principal ligação rodoviária entre Benavente e Samora Correia esteve interrompida durante uma semana na sequência das cheias que provocaram a ruptura de três diques que levaram à inundação da Várzea e levantaram dúvidas sobre a segurança de uma ponte.

A Infraestruturas de Portugal (IP) vai realizar uma nova vistoria à ponte da Várzea em Samora Correia, na Estrada Nacional (EN) 118, assim que o canal de irrigação regressar aos parâmetros habituais de caudal, confirmou a presidente da Câmara de Benavente. Segundo Sónia Ferreira (PSD), o mau tempo provocou a ruptura de três taludes nas margens do rio Sorraia, com consequente inundação da Várzea entre Benavente e Samora Correia, levando ao encerramento da EN118 entre os quilómetros 35 e 37. A estrada esteve cortada ao trânsito entre os dias 7 e 15 de Fevereiro.
De acordo com a autarca, a IP informou o município de que a estrada se encontra actualmente em condições de circulação rodoviária e que, na pavimentação e ponte inspeccionadas, “não se encontrou nada de anormal”. Ainda assim, será realizada nova inspecção quando a situação estiver totalmente regularizada e o caudal regressar ao nível normal. “Até ao momento não há nada a registar”, assegurou.
Sónia Ferreira explicou que a EN118, que liga Benavente e Samora Correia, foi encerrada na madrugada de 7 de Fevereiro, pelas 01h30, após o rebentamento sucessivo de três diques, o primeiro junto à ponte, outro contíguo que ficou totalmente aberto e um terceiro mais à frente, na zona das casas das máquinas. Essa zona situa-se a uma cota inferior à do rio Almansor e do rio Sorraia, o que dificultou o escoamento das águas.
A autarca acrescentou que também se verificou o rebentamento de dois a três diques na Quinta da Foz, agravando a entrada de água naquela zona. “Inicialmente ainda se pensou que ajudasse a escoar, mas depois, com as marés, percebeu-se que não estava a ajudar”, referiu.
A EN118, um eixo central de comunicação no concelho, foi monitorizada várias vezes ao dia pelos bombeiros de Benavente e de Samora Correia, bem como pela Protecção Civil. O município informou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no dia 8 de Fevereiro sobre a ruptura dos diques, estando esta entidade a trabalhar em conjunto com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) na análise da situação. A EN118 é tutelada pela IP, que, segundo a presidente, esteve sempre em coordenação com a autarquia.

Reabertura com alguma desarticulação
Durante a reunião de câmara, a vereadora Catarina Vale (CDU) questionou se houve desarticulação entre autoridades no processo de reabertura da EN118, depois de se ter verificado que a via reabriu, voltou a encerrar por alguns minutos e foi novamente aberta ao trânsito. Sónia Ferreira admitiu que “falhou a comunicação” entre a IP e a GNR. Na manhã de 15 de Fevereiro começou a admitir-se a reabertura da estrada, após limpeza da via e vistoria da IP. Pelas 14h43 foi dado o aviso de que a estrada iria abrir, mas, entretanto, surgiu informação de que a IP ainda estava a tapar buracos no pavimento com massas frias, tendo a via sido temporariamente encerrada para evitar acidentes. O troço voltou a reabrir cerca das 15h59.

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