Ponte da Várzea de Samora Correia necessita de nova vistoria
A principal ligação rodoviária entre Benavente e Samora Correia esteve interrompida durante uma semana na sequência das cheias que provocaram a ruptura de três diques que levaram à inundação da Várzea e levantaram dúvidas sobre a segurança de uma ponte.
A Infraestruturas de Portugal (IP) vai realizar uma nova vistoria à ponte da Várzea em Samora Correia, na Estrada Nacional (EN) 118, assim que o canal de irrigação regressar aos parâmetros habituais de caudal, confirmou a presidente da Câmara de Benavente. Segundo Sónia Ferreira (PSD), o mau tempo provocou a ruptura de três taludes nas margens do rio Sorraia, com consequente inundação da Várzea entre Benavente e Samora Correia, levando ao encerramento da EN118 entre os quilómetros 35 e 37. A estrada esteve cortada ao trânsito entre os dias 7 e 15 de Fevereiro.
De acordo com a autarca, a IP informou o município de que a estrada se encontra actualmente em condições de circulação rodoviária e que, na pavimentação e ponte inspeccionadas, “não se encontrou nada de anormal”. Ainda assim, será realizada nova inspecção quando a situação estiver totalmente regularizada e o caudal regressar ao nível normal. “Até ao momento não há nada a registar”, assegurou.
Sónia Ferreira explicou que a EN118, que liga Benavente e Samora Correia, foi encerrada na madrugada de 7 de Fevereiro, pelas 01h30, após o rebentamento sucessivo de três diques, o primeiro junto à ponte, outro contíguo que ficou totalmente aberto e um terceiro mais à frente, na zona das casas das máquinas. Essa zona situa-se a uma cota inferior à do rio Almansor e do rio Sorraia, o que dificultou o escoamento das águas.
A autarca acrescentou que também se verificou o rebentamento de dois a três diques na Quinta da Foz, agravando a entrada de água naquela zona. “Inicialmente ainda se pensou que ajudasse a escoar, mas depois, com as marés, percebeu-se que não estava a ajudar”, referiu.
A EN118, um eixo central de comunicação no concelho, foi monitorizada várias vezes ao dia pelos bombeiros de Benavente e de Samora Correia, bem como pela Protecção Civil. O município informou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no dia 8 de Fevereiro sobre a ruptura dos diques, estando esta entidade a trabalhar em conjunto com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) na análise da situação. A EN118 é tutelada pela IP, que, segundo a presidente, esteve sempre em coordenação com a autarquia.
Reabertura com alguma desarticulação
Durante a reunião de câmara, a vereadora Catarina Vale (CDU) questionou se houve desarticulação entre autoridades no processo de reabertura da EN118, depois de se ter verificado que a via reabriu, voltou a encerrar por alguns minutos e foi novamente aberta ao trânsito. Sónia Ferreira admitiu que “falhou a comunicação” entre a IP e a GNR. Na manhã de 15 de Fevereiro começou a admitir-se a reabertura da estrada, após limpeza da via e vistoria da IP. Pelas 14h43 foi dado o aviso de que a estrada iria abrir, mas, entretanto, surgiu informação de que a IP ainda estava a tapar buracos no pavimento com massas frias, tendo a via sido temporariamente encerrada para evitar acidentes. O troço voltou a reabrir cerca das 15h59.


