Azambuja estima prejuízos de pelo menos 6 ME
Ana Coelho explicou que os danos verificados no concelho da Azambuja, no distrito de Lisboa, abrangem essencialmente infraestruturas viárias e taludes e estão relacionados com inundações e desmoronamentos.
Os prejuízos causados pelo mau tempo no concelho da Azambuja ascendem a pelo menos seis milhões de euros, disse hoje à Lusa a vereadora da Proteção Civil, adiantando que a maior parte das zonas inundadas já estão desobstruídas.
Em declarações à agência Lusa, Ana Coelho explicou que os danos verificados no concelho da Azambuja, no distrito de Lisboa, abrangem essencialmente infraestruturas viárias e taludes e estão relacionados com inundações e desmoronamentos.
“Ainda não estão totalmente contabilizados, mas temos prejuízos de cerca de seis milhões de euros. É bastante avultado”, apontou a autarca.
Segundo Ana Coelho, verificaram-se quedas e desmoronamentos de taludes, destruição parcial de estradas e danos nas margens do rio Alenquer, bem como prejuízos nas zonas rurais, afetando acessos.
Há também o registo de uma habitação que desmoronou, que provocou um desalojado, acrescentou a autarca.
A vereadora com o pelouro da Proteção Civil indicou ainda que o município da Azambuja, que foi abrangido pelo regime de apoio no âmbito da situação de calamidade, prevê concluir a contabilização total de estragos até ao final da próxima semana.
A integração no regime de apoio possibilita o acesso a medidas de ajuda destinadas à recuperação de infraestruturas danificadas, apoiando as populações afetadas e a retoma da atividade económica local.
Relativamente à barragem localizada na herdade da Torre Bela e que esteve na origem da evacuação preventiva de duas aldeias, devido ao risco de colapso, Ana Coelho adiantou que o município já solicitou esclarecimentos à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sobre a situação de legalidade da infraestrutura.
“Apesar de a senhora ministra [do Ambiente] nos ter dito que a barragem não estava legal e ser também essa a nossa perceção, já pedimos esclarecimentos e relatórios, nomeadamente das diligências que estão a ser feitas”, apontou.
Pelo menos 18 pessoas morreram em Portugal entre janeiro e fevereiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.


