Sociedade | 27-02-2026 11:00

Estrada da Matrena é “bomba-relógio” em Tomar e pode ser fechada por risco de nova derrocada

Estrada da Matrena é “bomba-relógio” em Tomar e pode ser fechada por risco de nova derrocada

Eleito do Chega em Asseiceira exige corte imediato da EM 358-1 e alerta para perigo de morte. Autocarro escolar passa diariamente no troço em risco.

A estrada municipal EM 358-1, conhecida como estrada da Matrena, na freguesia de Asseiceira, concelho de Tomar, pode estar à beira de um cenário trágico. O eleito pelo Chega na Assembleia de Freguesia, Nuno Grácio, pede o corte imediato da via devido ao risco de derrocadas e abatimento do piso, alertando que “se cair uma pedra daquelas, alguém vai morrer”.
Em conferência de imprensa junto à antiga fábrica da Matrena, o autarca descreveu uma situação que diz arrastar-se há anos, mas que se agravou nos últimos dias. Segundo afirmou à Lusa, as arribas junto à estrada apresentam sinais evidentes de instabilidade, existindo já zonas onde o piso cedeu. “Não estamos a falar de pequenas pedras. São blocos capazes de esmagar um carro ou um autocarro”, sublinhou, garantindo que uma fenda identificada dias antes “aumentou de dimensão”. A via é utilizada diariamente por um autocarro de transporte escolar “cheio de crianças”, além de moradores, ambulâncias e veículos pesados. Para Nuno Grácio, este facto torna a situação ainda mais grave e exige uma resposta urgente das autoridades. O eleito afirmou ter comunicado o perigo à Junta de Freguesia de Asseiceira, à Protecção Civil, à Câmara de Tomar e à Infraestruturas de Portugal, defendendo que a estrada deve ser encerrada até que sejam realizadas obras de consolidação.
Nuno Grácio criticou a resposta das entidades locais, referindo que o presidente da junta admitiu o risco existente, mas alegou já ter reportado a situação às autoridades competentes, considerando que não poderia fazer mais. “Se a estrada está perigosa ao ponto de pedir às pessoas para evitarem passar, então não pode estar aberta. Temos de ser coerentes”, defendeu. O autarca considera igualmente que as redes de contenção instaladas há vários anos se revelam insuficientes, sustentando que “já não servem para conter nada” após sucessivas quedas de pedras. Quanto às alternativas, garante que existem percursos alternativos que implicam um acréscimo de apenas dois a três quilómetros, solução que considera “perfeitamente aceitável face ao risco existente”. “Aquela estrada é uma bomba-relógio. Vou lutar até ao fim para que seja cortada e para que as obras comecem”, afirmou, insistindo que a prioridade deve ser a segurança de quem ali circula diariamente. Até ao momento, não foi anunciada qualquer decisão oficial sobre o eventual encerramento da EM 358-1.


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