Postos avançados de bombeiros no Tramagal e Carvalhal mantêm-se
Seis meses após o arranque em regime experimental, a Câmara de Abrantes decidiu manter em funcionamento os postos avançados de bombeiros em Tramagal e Carvalhal. Proposta contou com abstenção e voto contra da oposição.
Os postos avançados de emergência e de prevenção e combate a incêndios, instalados no Tramagal e no Carvalhal, no concelho de Abrantes, vão continuar ao serviço das populações. A decisão foi aprovada na mais recente reunião do executivo municipal. Após seis meses em regime de projecto-piloto, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Abrantes monitorizou a actividade desenvolvida e concluiu que a avaliação foi positiva. A corporação defende, por isso, a manutenção das duas estruturas, consideradas estratégicas para uma resposta mais rápida às ocorrências, sobretudo incêndios rurais e florestais.
Para garantir o funcionamento dos postos, a autarquia aprovou a actualização do apoio financeiro anual transferido para a corporação, ao abrigo do protocolo em vigor desde 2013. O montante passa de 600.182 euros para 660.182 euros anuais, o que corresponde a uma transferência mensal de 55.015 euros. O valor inclui um apoio mensal de 5.000 euros destinado especificamente ao funcionamento dos postos avançados, à semelhança do que já aconteceu em 2025.
O presidente da câmara, Manuel Valamatos (PS), sublinhou que a experiência dos últimos seis meses, em que se registaram cerca de 600 ocorrências, confirmou a necessidade de manter as estruturas. No caso do Carvalhal, instalado na antiga escola primária de São Domingos, destacou a importância da resposta durante a época de Verão e anunciou a criação de um campo de treino com sala de formação.
Quanto ao posto do Tramagal, que funciona em parte das instalações da GNR, o autarca referiu tratar-se de uma resposta a uma necessidade identificada pelas próprias empresas da zona industrial, onde trabalham diariamente mais de mil pessoas. Apesar de não funcionar 24 horas por dia, considerou que os horários actuais já garantem maior segurança, admitindo que no futuro possam ser criadas condições para reforçar a presença permanente naquele local.
A proposta foi aprovada por maioria, com os votos favoráveis do PS. O vereador do PSD, João Morgado, justificou a abstenção com a falta de um relatório mais detalhado sobre a actividade. Já o vereador do Chega, Nuno Serras, votou contra, alegando não ter tido acesso ao relatório de contas da Associação Humanitária.


