Degradação, falhas de luz e insegurança voltam a marcar reunião no Cartaxo
Munícipe insiste nas críticas ao estado das ruas e edifícios da cidade e alerta para sentimento de insegurança. Presidente da câmara admite fragilidades, promete medidas e fala em agravamento do IMI para casas devolutas.
A degradação urbana, as falhas no abastecimento de água e energia e o sentimento de insegurança voltaram a dominar a reunião do executivo municipal do Cartaxo, realizada a 19 de Fevereiro. Manuela Carvalho, presença já habitual nas sessões públicas, voltou a usar da palavra para exigir respostas concretas e soluções para problemas que, diz, continuam por resolver. A munícipe começou por reconhecer a boa postura do presidente durante o período de tempestades que afectou o concelho, mas rapidamente centrou a sua intervenção no que considera ser o “mau estado” de várias artérias, apontando em particular a Rua das Nogueiras e a Rua 5 de Outubro. Denunciou ainda o que classificou como uma degradação generalizada de edifícios e espaços urbanos, relatando situações que, no seu entender, colocam em causa a segurança de quem vive e circula na cidade. Além das questões estruturais, Manuela Carvalho referiu as falhas no fornecimento de água e electricidade, associadas às intervenções das empresas responsáveis pelos serviços, e alertou para um crescente sentimento de insegurança. Como exemplo, relatou uma alegada tentativa de roubo do carro de inquilinos seus, defendendo maior vigilância e medidas preventivas que tranquilizem a população.
Na resposta, o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, João Heitor, afirmou partilhar da preocupação quanto ao estado de degradação urbana, reconhecendo que existem situações que exigem intervenção. Sublinhou, contudo, as limitações legais que dificultam a actuação do município sobre edifícios devolutos cujos proprietários não residem no concelho. Ainda assim, garantiu que o executivo pretende avançar com medidas de pressão, nomeadamente o agravamento do IMI para imóveis devolutos, como forma de incentivar a venda ou reabilitação. Relativamente à Rua das Nogueiras, o autarca admitiu a necessidade de uma intervenção mais profunda, assumindo o compromisso de melhorar as condições de circulação e qualidade de vida naquela zona. Quanto às quebras no fornecimento de luz e água, João Heitor considerou que as recentes tempestades vieram expor fragilidades nas infra-estruturas, assegurando que a autarquia tem mantido contacto permanente com as entidades responsáveis para acelerar a resolução dos problemas.
No capítulo da segurança, reconheceu a existência de ocorrências, mas rejeitou a ideia de que o concelho viva um cenário alarmante quando comparado com outros territórios. Ainda assim, apelou à prevenção e à responsabilidade colectiva, evocando valores como o respeito e a seriedade na vida em comunidade.
Recorde-se que, em reuniões anteriores, Manuela Carvalho já havia chamado a atenção para a necessidade de obras em diferentes pontos da cidade e para episódios de furto que, segundo sustenta, alimentam um clima de insegurança entre os moradores.


