Sociedade | 02-03-2026 16:10

Azambuja aprova moção contra subconcessão de linha ferroviária

Azambuja aprova moção contra subconcessão de linha ferroviária

PS dá a mão à CDU em Azambuja contra a estratégia do Governo para a subconcessão de linhas como a de Azambuja-Sintra. PSD e Chega votam contra a moção.

O executivo da Câmara de Azambuja aprovou por maioria uma moção apresentada pela CDU contra a Privatização da Linha ferroviária Azambuja/ Sintra, na sequência de um pedido do Governo à Comboios de Portugal (CP) para apresentar propostas de subconcessão a privados dos serviços suburbanos onde esta linha se inclui. A proposta teve os votos favoráveis do PS (3) e CDU (1) e os votos contra do PSD (2) e Chega (1).

Na moção é referido que o Governo quer privatizar o transporte ferroviário nacional e de destruir a CP enquanto grande empresa nacional, considerando este um caminho perigoso e contrário ao interesse nacional. “Um caminho que só serve os interesses e o lucro dos grupos económicos à custa da segurança e da fiabilidade do sistema e dos recursos públicos sempre negados à CP”, defende a CDU que teve o apoio dos socialistas de Azambuja.

O PSD, através de declaração de voto, criticou a posição da CDU, considerando que esta coligação (PCP/Os Verdes) se opõe por princípio a qualquer abertura do mercado à iniciava privada” e que “o sector ferroviário não deve ficar refém de dogmas ideológicos”. Deve antes, defenderam os vereadores sociais-democratas, ser “orientado por critérios de eficiência, modernização e melhoria do serviço às populações”, tal como é apanágio da “estratégia do Governo” que visa o reforço do material circulante “permitindo que operadores privados assumam exploração de linhas suburbanas enquanto a CP concentra os seus recursos na alta velocidade”.

Do lado do Chega, a vereadora Ana Sofia Pires, afirmou que o partido que representa “defende um investimento por parte do Estado na ferrovia” mas que tendo em conta que “ao longo das últimas décadas tem havido um total abandono”, a privatização é bem-vinda. “O Chega defende a privatização do sector pois o Estado não consegue oferecer serviços dignos aos passageiros”, disse, depois de criticar o Partido Comunista por fazer da CP um braço armado, mobilizando greves e servindo-se de sindicatos para fins políticos.

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