Sociedade | 04-03-2026 11:30

Chamusca integra concelhos em estado de calamidade

Chamusca integra concelhos em estado de calamidade

Estradas destruídas, uma ponte caída e equipamentos públicos danificados são algumas das marcas deixadas pelo mau tempo que atingiu a Chamusca entre Janeiro e Fevereiro. O levantamento preliminar aponta para prejuízos de cerca de 11,5 milhões de euros.

A depressão Kristin deixou estradas destruídas, uma ponte caída e equipamentos públicos danificados no concelho da Chamusca. O levantamento preliminar aponta para prejuízos de cerca de 11,5 milhões de euros em infraestruturas municipais, levando a autarquia a admitir que não tem capacidade financeira para suportar sozinha a recuperação e a aguardar apoios do Governo, revelou à Lusa o presidente da câmara, Nuno Mira.
Segundo o autarca, o levantamento preliminar dos danos, já enviado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, indica que a tipologia de estragos mais significativa é a de estradas destruídas. Em muitos casos, explicou, as ribeiras “cavaram o terreno por baixo”, provocando o abatimento total do pavimento. Entre as situações mais graves destaca-se a queda de uma ponte na freguesia da Parreira. A estrutura, que tinha sido doada há vários anos pelo Exército, poderá vir a ser desmontada e remontada, mas essa avaliação ainda não foi ainda possível devido ao elevado caudal das linhas de água e ao estado do terreno. “Temos de esperar que tudo estabilize. Há ainda terrenos muito alagados e só depois poderemos perceber se é possível recuperar a ponte”, afirmou.
Nuno Mira acrescentou que existem “muitas estradas totalmente intransitáveis”, razão pela qual a autarquia já iniciou algumas intervenções consideradas urgentes para garantir acessos mínimos às populações. Ainda assim, o município reconhece que não tem capacidade financeira para avançar sozinho com todas as obras necessárias e aguarda apoio do Governo para a recuperação das infraestruturas. A freguesia da Parreira é a zona mais afectada. Segundo o presidente da câmara, a dimensão do território atingido, a baixa densidade populacional e o elevado número de quilómetros de vias danificadas fazem com que a mobilidade naquela freguesia continue “bastante condicionada”.
Além da rede viária, o mau tempo provocou danos em equipamentos públicos, tendo sido registado um prejuízo considerado significativo numa escola da freguesia de Ulme. Nos centros de saúde do concelho não há registo de estragos relevantes. “São ocorrências espalhadas por todo o concelho, mas os danos mais significativos concentram-se na rede viária e na escola de Ulme”, resumiu o autarca. Os estragos resultam da passagem da depressão Kristin, que atingiu o território continental a 28 de Janeiro e levou o Governo a declarar situação de calamidade em dezenas de municípios. A Chamusca acabou por ser incluída posteriormente na lista de concelhos abrangidos pela medida.

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