Sociedade | 05-03-2026 15:00

Ribatejanos em Abu Dhabi pedem repatriamento e vivem momentos de terror

Ribatejanos em Abu Dhabi pedem repatriamento e vivem momentos de terror
Conflito no Médio Oriente preocupa ribatejanos a residir em Abu Dhabi que exigem canais de contacto permanente - foto DR

Cartas enviadas à redacção de O MIRANTE revelam medo, angústia devido à situação vivida por causa do conflito militar envolvendo os Estados Unidos da América, Israel e o Irão. Estado garante repatriamento nos próximos dias.

Chegaram à redacção de O MIRANTE várias cartas de cidadãos ribatejanos a residir em Abu Dhabi que pedem ajuda para regressar a Portugal. Dizem sentir-se inseguros, desprotegidos e com pouco apoio das autoridades portuguesas, numa altura em que a escalada do conflito militar envolvendo os Estados Unidos da América, Israel e o Irão aumenta a tensão na região do Golfo. Os relatos falam de medo real. Famílias inteiras acompanham as notícias internacionais com apreensão, trocando mensagens constantes à procura de respostas que ninguém consegue dar. Alguns portugueses residem perto da Base Aérea norte-americana de Al Dhafra, zona que foi apontada como potencial alvo de ataque, o que agravou o sentimento de vulnerabilidade.
Numa das cartas enviadas ao nosso jornal, lê-se “a angústia, preocupação e um profundo sentimento de medo” com a situação. Entretanto, a Embaixada de Portugal nos Emirados Árabes Unidos divulgou um comunicado dirigido à comunidade portuguesa. No documento, recomenda que todos permaneçam em casa ou em local abrigado, evitando deslocações desnecessárias, que mantenham um perfil discreto, estejam atentos às notícias e respeitem as orientações das autoridades locais. A missão diplomática garante estar a acompanhar a situação em permanência e em contacto com autoridades e missões da União Europeia. Segundo as fontes oficiais do Estado, nos próximos dias os cidadãos portugueses deverão ser repatriados.
Para muitos, no entanto, estas recomendações e promessas não chegam. Os cidadãos que escreveram a O MIRANTE pedem mais do que conselhos de prudência: exigem informação directa, canais de contacto permanentes e o repatriamento para quem assim o deseje. “O dever de protecção consular não é simbólico. É humano, moral e constitucional”, lê-se numa das cartas. Num momento em que o conflito deixa de ser uma ameaça distante e passa a ser uma certeza, estes cidadãos ribatejanos que escreveram ao nosso jornal dizem apenas querer sentir que o seu país não os esqueceu e voltar para um lugar seguro para continuarem a viver as suas vidas em paz.

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