Sociedade | 06-03-2026 10:00

Médio Tejo com prejuízos de 185 milhões de euros em estradas e equipamentos públicos

Médio Tejo com prejuízos de 185 milhões de euros em estradas e equipamentos públicos

Só nas infraestruturas municipais os danos rondam os 100 milhões de euros. Autarcas exigem apoios urgentes do Governo para recuperar estradas, equipamentos públicos e atividade económica.

Os prejuízos provocados pela tempestade Kristin e pelos recentes fenómenos climatéricos adversos no Médio Tejo podem atingir os 185 milhões de euros, segundo o levantamento feito pelos 11 municípios da região. Só para recuperar infraestruturas municipais são necessários cerca de 100 milhões de euros, revelou o presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), Manuel Valamatos, numa conferência de imprensa realizada na quinta-feira, 5 de Março, na sede da entidade, em Tomar.

De acordo com o autarca, os valores apurados resultam de um levantamento feito pelas autarquias e reflectem a dimensão dos estragos causados pela tempestade Kristin. Além dos danos nas infraestruturas municipais, estima-se que sejam necessários 25 milhões de euros para apoiar a recuperação de habitação privada e 60 milhões de euros para compensar prejuízos nas empresas, elevando o total para cerca de 185 milhões de euros. Manuel Valamatos sublinhou que os municípios estão particularmente preocupados com os estragos em estradas municipais, aquedutos, equipamentos de lazer e recreio, escolas e unidades de saúde, estruturas essenciais para o funcionamento das comunidades. Apesar de já terem sido iniciados alguns trabalhos de recuperação, os autarcas defendem que são necessários apoios financeiros rápidos e eficazes por parte do Governo para permitir o regresso à normalidade.

O presidente da CIMT alertou também para a situação de várias estradas que permanecem encerradas ou com circulação condicionada, algumas sob responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, defendendo intervenções urgentes devido ao impacto na mobilidade das populações e na economia local. Outro dos problemas destacados foi o encerramento da linha ferroviária da Beira Baixa, com Manuel Valamatos a exigir o restabelecimento da circulação ferroviária e a criação de soluções de transporte de transbordo eficazes para minimizar os constrangimentos. Apesar das reuniões já realizadas com o Governo e outras entidades da administração do território, o responsável considera que é necessário avançar rapidamente para soluções concretas. “Temos de passar de palavras a actos”, afirmou.

No que respeita à habitação, Valamatos explicou que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) já começou a atribuir apoios até cinco mil euros para prejuízos identificados e irá avançar com processos relativos a danos avaliados entre cinco mil e dez mil euros. Quanto às empresas, numa primeira fase foram accionados seguros e linhas de apoio bancárias, incluindo mecanismos de financiamento anunciados pelo Governo. Entre os concelhos mais afetados continuam Ourém, Ferreira do Zêzere e Tomar, onde ainda persistem problemas em infraestruturas essenciais, sobretudo nas telecomunicações.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal