Para reabilitar estragos em Ourém vão ser precisos 42 milhões de euros
Câmara de Ourém estima que sejam necessários 42 milhões de euros para reabilitar estradas, taludes, ribeiras e equipamentos municipais danificados pela depressão Kristin.
O município de Ourém calcula que a recuperação do património público danificado pelo mau tempo vai obrigar a um investimento na ordem dos 42 milhões de euros. A estimativa foi avançada à Lusa pelo presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, que detalhou que os prejuízos apurados em infraestruturas e equipamentos municipais rondam os 34 milhões de euros, mas que o custo de reabilitação será superior. “Estamos a falar de prejuízos públicos em estradas, taludes, ribeiras, edifícios públicos, equipamentos desportivos, culturais de cerca de 34 milhões de euros que, segundo os nossos cálculos, para reabilitar, serão necessários cerca de 42 milhões de euros”, afirmou o autarca.
O presidente sublinha que os números são uma estimativa, condicionada pela urgência do processo. “Obviamente que não tem o grau de certeza que devia ter, porque um projecto, por vezes, demora meses a fazer e não é em cinco dias que se consegue avaliar e consegue quantificar o valor dos prejuízos”, referiu, acrescentando que o município fez o apuramento com o “menor grau de probabilidade” possível. No capítulo do regresso à normalidade, Luís Albuquerque admite que é arriscado afirmar que a energia eléctrica está totalmente restabelecida, admitindo a existência de “casos isolados, esporádicos”. Quanto às comunicações móveis e fixas, acredita que o concelho está “muito perto” do normal, mas aponta atrasos significativos no serviço de Internet, que considera estar “muito atrasado”.
A dimensão dos estragos coloca agora Ourém à espera do desfecho político e financeiro: o autarca defende que o apoio do Governo deve ser proporcional aos danos registados e evita, para já, comprometer-se sobre cortes ou adiamentos de investimentos municipais. “Não sei qual vai ser a dimensão do apoio do Governo e das entidades que nos têm vindo a solicitar o reporte de prejuízos. Só depois de termos a noção do que isso representa é que poderemos dizer o que é que vamos deixar cair”, sublinhou. O presidente da câmara revelou que as despesas realizadas para repor o funcionamento básico do concelho ascendem a 1,5 milhões de euros. Uma verba que, diz, “está já a afectar muito” o orçamento municipal, obrigando a travar ou adiar processos em curso. “Alguns assuntos que estavam em andamento já tiveram de esperar”.


