Sociedade | 07-03-2026 13:49

Morreu Nuno Morais Sarmento, antigo ministro que foi cabeça-de-lista por Santarém

Morreu Nuno Morais Sarmento, antigo ministro que foi cabeça-de-lista por Santarém

A morte de Nuno Morais Sarmento devolve à memória uma figura de peso do PSD e dos governos de coligação com o CDS, com passagem directa pelo distrito de Santarém, onde foi cabeça-de-lista nas legislativas de 2002. Antigo ministro da Presidência morreu aos 65 anos, após vários anos marcados por graves problemas de saúde.

A morte de Nuno Morais Sarmento, aos 65 anos, encerra um percurso político marcado por cargos de primeira linha no PSD e no Governo, mas também deixa memória no distrito de Santarém, onde foi o número um da lista social-democrata nas eleições legislativas de 2002. A morte foi confirmada este sábado, 7 de Março de 2026, por fonte do partido.
Antigo ministro da Presidência no XV Governo, liderado por José Manuel Durão Barroso, e depois ministro de Estado e da Presidência no executivo chefiado por Pedro Santana Lopes, Nuno Morais Sarmento foi uma das figuras mais influentes do PSD no início dos anos 2000. No partido, desempenhou também funções como vice-presidente, primeiro nas direcções de Durão Barroso e, anos mais tarde, de Rui Rio.
No distrito de Santarém, o seu nome ficou ligado às legislativas de 2002, quando encabeçou a lista do PSD pelo círculo eleitoral e foi eleito deputado. A ligação ao distrito prolongou-se até ao final de 2004, altura em que anunciou, em Santarém, que deixaria de ser cabeça-de-lista pelo círculo para avançar por Castelo Branco nas legislativas seguintes.
Nos últimos anos, Morais Sarmento travou uma dura batalha contra um cancro no pâncreas, doença que implicou internamentos prolongados e várias cirurgias. Ainda assim, assumiu a presidência da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento em Agosto de 2024, funções que exerceu até Janeiro deste ano, quando pediu a demissão, invocando razões pessoais e de saúde. Nascido em Lisboa a 31 de Janeiro de 1961, licenciou-se em Direito pela Universidade Católica Portuguesa e construiu um percurso que cruzou a advocacia, a política e vários organismos públicos. Foi assessor da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, membro fundador da Comissão Nacional de Protecção de Dados, membro do Conselho Superior do Ministério Público e da Autoridade de Controlo Comum de Schengen.

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