Sociedade | 07-03-2026 10:00

Piscinas do Cartaxo vão finalmente avançar para obras quatro anos depois do encerramento

Piscinas do Cartaxo vão finalmente avançar para obras quatro anos depois do encerramento

Requalificação do complexo foi adjudicada com críticas da oposição e promessa de arranque rápido dos trabalhos.

Quatro anos depois de terem encerrado portas, as Piscinas Municipais do Cartaxo vão finalmente avançar para obras de requalificação. A câmara municipal aprovou, por maioria, a adjudicação do concurso para a requalificação energética e funcional do complexo, numa decisão que contou com o voto contra da vereadora do Chega, Luísa Areosa. A decisão foi tomada na reunião do executivo municipal realizada a 5 de Março. O presidente da Câmara do Cartaxo, João Heitor (PSD), afirmou que estão agora reunidas as condições para avançar com a intervenção, manifestando a intenção de que os trabalhos se iniciem o mais rapidamente possível, apesar de reconhecer que o processo demorou mais do que o inicialmente previsto.
A vereadora do Chega votou contra a proposta por considerar que o projecto apresentado é “desactualizado e pouco ambicioso”. João Heitor rejeitou essa leitura, argumentando que a construção de um segundo tanque duplicaria o custo da obra e ultrapassaria a capacidade financeira do município. O autarca sublinhou que o projecto previsto, que inclui uma piscina de 25 metros, balneários renovados e melhorias ao nível da eficiência energética, representa o máximo que a autarquia consegue concretizar com os recursos disponíveis. Acrescentou ainda que outras soluções foram analisadas, mas acabaram por ser descartadas por falta de viabilidade financeira.
O vereador do PS, Ricardo Magalhães, concentrou as críticas não tanto no projecto, mas no tempo que o concelho ficou sem uma solução alternativa para os utilizadores. O socialista alertou para o impacto de vários anos sem piscinas municipais, defendendo que uma geração inteira de crianças ficou sem acesso à aprendizagem da natação. João Heitor acabou por intervir para clarificar o processo, explicando que o problema não foi a ausência total de manutenção, mas sim a inadequação das intervenções realizadas ao longo do tempo, o que contribuiu para a degradação progressiva das infraestruturas. Segundo o presidente, os problemas foram-se acumulando até tornar inevitável o encerramento do complexo. O autarca sublinhou ainda que o fecho das piscinas não resultou de uma decisão política, mas de uma imposição decorrente do estado das instalações.
Recorde-se que o complexo das Piscinas Municipais do Cartaxo está encerrado desde Março de 2022. A falta de manutenção provocou problemas nos filtros e várias rupturas nas tubagens, tornando impossível garantir a temperatura e a qualidade da água necessárias ao funcionamento do equipamento.

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