Sociedade | 07-03-2026 07:00

Saber agir numa emergência pode fazer a diferença entre a vida e a morte

Saber agir numa emergência pode fazer a diferença entre a vida e a morte
Bombeiros de Samora Correia promoveram workshop de Suporte Básico de Vida pediátrico - foto O MIRANTE

Mais de sete dezenas de pessoas participaram no workshop de Suporte Básico de Vida pediátrico, ministrado pelos Bombeiros Voluntários de Samora Correia. Agir no momento, antes da chegada do socorro, pode mesmo salvar vidas.

Por cada minuto que uma criança passa em paragem cardiorrespiratória perde 10% da capacidade de sobrevivência, se nada for feito. O alerta foi deixado no workshop de suporte básico de vida pediátrico, que se realizou no domingo, 22 de Fevereiro, no quartel dos Bombeiros Voluntários de Samora Correia. O conhecimento faz a diferença, sublinhou o comandante-adjunto Bruno Pereira, acrescentando que efectuar as manobras de suporte básico de vida enquanto não chega o socorro pode salvar vidas. “Se correr bem, uma chamada para o 112 até a ambulância sair do quartel são dois minutos. Mas isso equivale a 20% menos de capacidade de sobrevivência”, disse.
Cerca de 75 pessoas participaram na formação, muitas da área da educação. “O suporte básico de vida é algo que devia fazer parte da cultura de segurança de todo o cidadão. Deveria ser obrigatório nas escolas, por exemplo. Dizemos isso há trinta anos. Mas tenho consciência de que, cada vez mais, o cidadão está desperto para este tipo de situações e acredito que aos poucos vamos conseguir lá chegar”, declarou Bruno Pereira a O MIRANTE.

Docentes e educadoras deviam ter formação
Matilde Monteiro, estudante do terceiro ano da licenciatura em Educação Básica na Escola Superior de Educação de Santarém, participou no workshop. Ao nosso jornal, defendeu que este tipo de matérias deveria também ser abordado nos cursos superiores de educação.
A seu lado, a mãe, Carla Monteiro, educadora de infância na rede pública, no Centro Escolar do Porto Alto, sublinha a importância da formação. “Já tinha feito, em Novembro, a formação de suporte básico de vida (adultos), mas esta pediátrica é essencial. Às vezes temos entre cem e trezentas crianças a almoçar no refeitório e pode haver um engasgamento. As auxiliares de educação também deviam fazer esta formação; é bastante útil”, reiterou.
A docente de educação especial no Agrupamento de Escolas de Benavente, Sofia Rodrigues, já tinha feito esta formação há alguns anos e defende que deveria fazer parte da formação de todos os professores. “Já tive de usar as manobras de suporte básico de vida em contexto escolar e fora da escola. Tive de socorrer crianças com epilepsia e convulsões e um adulto num acidente”, referiu.

Sofia Rodrigues, Carla e Matilde Monteiro são da área da educação e fizeram a formação de suporte básico de vida pediátrico - foto O MIRANTE

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