Sociedade | 08-03-2026 18:00

Prédio em Vialonga alvo de queixas por infiltrações e insalubridade

Prédio em Vialonga alvo de queixas por infiltrações e insalubridade
Cláudia Vaz mostra os danos na sua fracção e diz recear o desabamento do tecto - foto O MIRANTE

Cláudia Vaz alerta para infiltrações, bolores e queda de estuque no prédio onde reside, no Cabo, em Vialonga. A moradora diz temer pela segurança e acusa o condomínio de desvalorizar a situação. A Câmara de Vila Franca de Xira garante que não há risco estrutural.

Cláudia Vaz, moradora no prédio do lote 28, na Rua do Bairro Nascente, no Cabo, em Vialonga, diz que o edifício apresenta riscos para os moradores e põe em causa a saúde dos condóminos. O edifício apresenta infiltrações de água, bolores, água a cair sobre os contadores de electricidade e, nas traseiras, presença de insectos, zonas insalubres e resíduos de obras no exterior do edifício, conforme é possível ver no vídeo publicado pelo nosso jornal.
A fracção de Cláudia Vaz apresenta buracos no tecto, queda de estuque, a casa de banho está praticamente inutilizável e o chão encontra-se descoberto. A moradora diz recear que o tecto lhe desabe em cima. Cláudia Vaz afirma que apresentou queixa junto da GNR, Protecção Civil, Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e Junta de Freguesia de Vialonga. Recentemente expôs o caso na reunião de câmara de Vila Franca de Xira.
Segundo a moradora, o condomínio do prédio, que inclui também fracções camarárias, tem vindo a desvalorizar a gravidade da situação. O MIRANTE contactou o condomínio mas não obteve resposta até ao momento.

Município tem apartamentos no prédio
Naquele prédio de oito fracções, de acordo com a câmara, três são municipais e estão habitadas. Em relação às queixas da moradora, o assunto foi reencaminhado para a fiscalização municipal, “que indicou que não existe fissuração que ponha em risco a estrutura do prédio”.
“As questões relacionadas com as partes comuns são da responsabilidade do condomínio. Não se verificou escorrência de águas nos contadores da electricidade e existe electricidade nas partes comuns e fracções. No que diz respeito às obras realizadas por moradores e, caso se verifique alguma irregularidade, a mesma terá o tratamento legalmente adequado”, respondeu a autarquia.
O presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, disse na reunião de câmara que, caso um morador esteja a causar danos provenientes da sua fracção a outro condómino, tem responsabilidade e deve accionar o seguro obrigatório para fazer face aos danos provocados. Quanto ao prédio em si, a câmara está em minoria no condomínio, que tem, por isso, uma administração externa. E, nesse caso, terão de ser os moradores a organizar-se para avançar com obras, encontrando forma de reunir a verba necessária, seja através dos seguros ou reunindo os montantes entre si.

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