Sociedade | 09-03-2026 10:00

Lixo ilegal no estaleiro municipal obriga Câmara de Benavente a agir após denúncias

Lixo ilegal no estaleiro municipal obriga Câmara de Benavente a agir após denúncias
Estaleiro municipal na Coutada Velha continha resíduos indevidamente depositados - foto DR

Denúncias de munícipes expuseram resíduos ilegais no estaleiro municipal da Coutada Velha e obrigaram a Câmara de Benavente a avançar com uma operação de limpeza e regularização do espaço. A autarquia garante que não se trata de um aterro, mas admite que foram ali deixados materiais proibidos por particulares, situação que está agora a ser corrigida.

A denúncia partiu dos munícipes e obrigou a autarquia a intervir. A Câmara Municipal de Benavente está a remover resíduos indevidamente depositados no estaleiro municipal da Coutada Velha, junto à Zona Industrial de Vale Tripeiro, depois de terem surgido alertas sobre a eventual presença de materiais proibidos no local. Os cidadãos falavam em pneus, resíduos de amianto, sanitários, plásticos, metais e lamas, levantando suspeitas de que o espaço pudesse estar a funcionar como um “aterro municipal” encapotado, cenário que, a confirmar-se, poderia trazer responsabilidades legais para o município.
Fonte oficial da autarquia esclareceu à Lusa que o local “não é um aterro”, mas sim um estaleiro municipal autorizado a receber temporariamente entulhos de obras não licenciáveis e resíduos verdes. Esses materiais são posteriormente encaminhados para tratamento. Os verdes seguem para depósitos de biomassa e os inertes são reaproveitados na manutenção de caminhos de terra batida. Contudo, quando o actual executivo, liderado por Sónia Ferreira, tomou posse, encontrou no espaço resíduos que “não podiam estar ali, nem sequer de forma temporária”. Entre os materiais identificados estavam electrodomésticos, placas e outros detritos deixados por particulares, aproveitando a inexistência de vigilância permanente.
A câmara tem já maquinaria no terreno para proceder à triagem e remoção dos resíduos ilegais. Segundo o vice-presidente Paulo Abreu, os trabalhos começaram há cerca de três semanas, mas enfrentaram constrangimentos logísticos, nomeadamente no transporte para a unidade de tratamento de Salvaterra de Magos, e atrasos provocados pelas condições meteorológicas. O tema foi discutido em reunião pública após intervenção do vereador Pedro Gameiro, tendo o executivo reiterado que está empenhado em repor a legalidade no estaleiro. Paralelamente, o município prepara o lançamento de um concurso, em articulação com as juntas de freguesia, para instalar novos contentores e criar um ponto adequado para a deposição de outros resíduos. A autarquia garante que apenas recebe “verdes e entulhos” em regime temporário e que todos os resíduos têm obrigatoriamente de seguir para tratamento em instalações licenciadas.

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