Sociedade | 10-03-2026 07:00

Rejeitada proposta para apoiar estudantes com salas de estudo em Abrantes

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foto ilustrativa

Abrantes rejeitou a criação de salas de estudo municipais com horário alargado e deixou cair uma proposta que a oposição dizia responder a uma carência real dos estudantes do concelho.

A criação de salas de estudo municipais com horário nocturno e funcionamento ao fim-de-semana foi chumbada na Assembleia Municipal de Abrantes, apesar dos apelos da oposição e de uma petição com 152 assinaturas de jovens, estudantes e encarregados de educação. PSD e CDS-PP defenderam a medida como uma resposta concreta às dificuldades sentidas por muitos alunos, mas PS e Chega votaram contra, inviabilizando a recomendação.
A proposta, apresentada pelas bancadas do PSD e do CDS-PP, pretendia que o município criasse um espaço de estudo acessível também fora do horário habitual, sobretudo em períodos de exames, quando muitos estudantes dizem não encontrar em Abrantes condições adequadas para preparar as avaliações. João Mira, deputado municipal do PSD, justificou a iniciativa com a recolha de 152 assinaturas e com os testemunhos de estudantes do concelho que dizem sentir falta de um local tranquilo e disponível em horários alargados. Segundo o eleito, há jovens universitários deslocados em várias cidades do país que optam por não regressar a Abrantes aos fins-de-semana em época de exames por não terem onde estudar. “Temos alunos deslocados em várias cidades do país que optam por não vir a casa ao fim-de-semana porque Abrantes lhes fecha a porta”, afirmou. Na mesma linha, Artur Cortês, também do PSD, considerou tratar-se de uma medida “simples e exequível”, sublinhando que a realidade social de muitos estudantes não permite, muitas vezes, estudar em casa com as condições necessárias.
Do lado da maioria socialista, Alexandra Simão rejeitou a proposta, alegando que esta assenta numa “análise incompleta da realidade” e ignora recursos já existentes no concelho. A deputada defendeu que há equipamentos municipais e associativos, como o Espaço Jovem, que podem ser utilizados para esse fim, desde que exista articulação com os serviços da autarquia. “A recomendação ignora de forma total esta avaliação prévia e parte do pressuposto que a única solução é criar novas estruturas sem avaliar os recursos já existentes”, sustentou.
O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Valamatos, reforçou a posição do PS e apontou as dificuldades de gestão associadas ao alargamento de horários em equipamentos públicos, nomeadamente ao nível de recursos humanos e encargos financeiros. O autarca afirmou ainda que, no contacto que tem mantido com estudantes do ensino superior, a existência de uma sala de estudo não lhe foi transmitida como prioridade, embora tenha admitido continuar atento ao assunto e discuti-lo com os jovens e no Conselho Municipal da Juventude.

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