Sociedade | 11-03-2026 15:00

Hospital de Santarém já não chega e ULS planeia nova construção

Hospital de Santarém já não chega e ULS planeia nova construção
Estudos técnicos afastam ampliação vertical do Hospital de Santarém e apontam nova solução - foto O MIRANTE

ULS Lezíria quer erguer edifício de raiz onde em tempos funcionou um heliporto para responder à pressão demográfica e à falta de espaço.

A Unidade Local de Saúde da Lezíria quer a construção de um novo edifício no espaço do actual heliporto do Hospital Distrital de Santarém. O projecto ainda está em fase de planeamento interno, mas a ambição é clara: reforçar a capacidade assistencial numa região que continua a crescer e onde a infraestrutura começa a dar sinais de saturação. O anúncio foi feito pelo presidente da ULS, Pedro Marques, na reunião do executivo municipal de Santarém. O novo edifício deverá concentrar uma unidade de cirurgia ambulatória, cuidados intensivos e intermédios, serviço de esterilização, hospital de dia de oncologia e um departamento multidisciplinar que integrará cardiologia, cirurgia vascular, hematologia, ortopedia e urologia.
Segundo o responsável, trata-se de um investimento de médio e longo prazo que terá de ser negociado directamente com o Governo, já que não se enquadra nos actuais mecanismos de financiamento, como o PRR ou o Alentejo 2030. Para já, não existe estimativa orçamental. A decisão surge depois de estudos geotécnicos terem inviabilizado a construção de um piso adicional sobre as consultas externas, solução inicialmente ponderada. A alternativa passa, assim, por um edifício de raiz. Pedro Marques justifica a urgência com o crescimento populacional na região e o aumento do número de utentes sem médico de família. “Mesmo que tivéssemos médicos disponíveis, não teríamos espaço físico para acomodar novas equipas”, afirmou.
Entre as intervenções previstas está ainda a construção de uma nova cozinha hospitalar, orçada em cerca de quatro milhões de euros, após a ASAE ter determinado o encerramento da actual. Está também prevista a requalificação da patologia clínica e a ampliação da urgência, com a criação de um espaço de decisão clínica. Em paralelo, continuam as obras financiadas pelo PRR, num total de 34 milhões de euros, que incluem intervenções nas enfermarias, substituição do quadro geral de baixa tensão, renovação da rede de águas e a deslocalização da VMER para junto da portaria.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal