Caçabrava alvo de terceiro furto no espaço de um ano em Tomar
Instalações sede do Grupo Caçabrava foram novamente alvo de furto, tendo sido subtraída uma quantia avultada em dinheiro, sem que o alarme soasse. Repetição de assaltos preocupa e desmoraliza o empresário que diz temer pela sua própria segurança.
As instalações da Caçabrava, empresa dedicada à criação de patos, perdizes e faisões para a prática desportiva de caça, em Asseiceira, concelho de Tomar, foram alvo de um novo furto cerca da 01h00 da madrugada de 11 de Março. Este foi o terceiro assalto àquelas instalações no espaço de um ano, tendo o segundo furto ocorrido há três meses, em Dezembro do ano passado.
O sócio-gerente, Fernando Jorge Ferreira, diz em declarações a O MIRANTE estar “muito preocupado” com esta onda de criminalidade que o “assusta” e causou sérios prejuízos à empresa quer pelas quantias em dinheiro que foram subtraídas do escritório, quer pelos prejuízos materiais provocados pelos assaltantes que utilizaram modus operandi diferentes para se introduzir naquela divisão.
Desta vez, os três assaltantes encapuzados que foram captados pelas câmaras de videovigilância entraram pela porta, depois de a arrombarem e de neutralizarem os alarmes que não foram accionados. Trata-se, segundo o empresário, de um sistema de alarme de “última geração”, instalado há cerca de mês e meio, o que o leva a supor que os autores do furto, que “levaram tudo o que havia nos cofres”, sejam profissionais do crime.
Fernando Jorge Ferreira confessa-se agastado e sem coragem para continuar com o seu trabalho como empresário. “Apetece-me desistir”, escreveu numa publicação nas suas redes sociais, onde confessa temer pela vida e questiona se será esse modo de vida a “recompensa de uma vida de trabalho”.
O primeiro furto às instalações, cometido há cerca de um ano, foi arquivado por falta de provas. O segundo, recorde-se, aconteceu em Dezembro último, com um indivíduo a utilizar, uma máquina empilhadora para arrombar a estrutura de acesso ao escritório, junto a uma janela interior. Dessa vez os cofres foram poupados mas, ainda assim, o assaltante conseguiu levar milhares de euros em dinheiro provenientes de pagamentos à empresa que estavam guardados. O suspeito, ao que O MIRANTE apurou, com ligações à empresa, foi identificado, não tendo ainda sido deduzida acusação.


