Sociedade | 12-03-2026 18:00

Piscinas da Chamusca: erros do passado adiam reabertura por mais um ano

Piscinas da Chamusca: erros do passado adiam reabertura por mais um ano
Piscinas da Chamusca estão encerradas desde 2019 - foto O MIRANTE

Requalificação das Piscinas Municipais da Chamusca voltou a incendiar o debate político local, com Nuno Mira a apontar falhas de comunicação e um planeamento por fases que o actual presidente considera incoerente. O equipamento está fechado há seis anos e, apesar de a obra estar praticamente concluída, a abertura só deverá ser realizada daqui a um ano.

As obras de requalificação das Piscinas Municipais da Chamusca voltaram a dominar o debate político local, desta vez na última sessão da assembleia municipal, onde o tema colocou frente-a-frente o presidente da câmara, Nuno Mira, e o ex-presidente Paulo Queimado. Às críticas e dúvidas em torno do calendário de reabertura, Nuno Mira respondeu apontando para problemas de planeamento e para falhas de articulação que, segundo diz, herdou do processo.
Alguns dias depois, na reunião de câmara, o autarca reiterou que houve “falta de comunicação entre projectistas, responsáveis pela obra e município”. Uma situação que se cruza com o histórico de “erros e omissões” já noticiado por O MIRANTE, que levou a câmara a aprovar trabalhos complementares para corrigir falhas detectadas já em obra. Entre essas correcções foram referidas intervenções em tectos falsos, redes de água, equipamentos de desumidificação, tratamentos de água e componentes de AVAC, num processo que tem prolongado a “odisseia” de um equipamento encerrado há seis anos.
No confronto directo com Paulo Queimado, Nuno Mira elevou o tom e sublinhou que, na sua perspectiva, a obra foi estruturada por fases de forma incoerente, condicionando decisões técnicas que hoje têm impacto no funcionamento do edifício. O presidente da câmara voltou a explicar na reunião camarária que a potência eléctrica prevista para avançar com a fase dois não é suficiente: quando se executou a fase um, partiu-se do princípio que os balneários funcionariam a gás, mas a candidatura para a nova etapa não permite que o edifício opere a gás, obrigando a uma solução integralmente eléctrica. Daí a necessidade de instalar um novo posto de transformação (PT) de 315, cuja montagem poderá atrasar a conclusão da empreitada por cerca de um ano, apesar de a obra estar “praticamente concluída”. Nuno Mira insistiu que o município já tem o projecto do PT, mas que o processo depende de entidades externas e de prazos que não controla.
Foi neste contexto que deixou uma das declarações mais duras da sessão de assembleia, devolvendo as críticas sobre planeamento ao anterior executivo: “Fala-me de planeamento? Descobri tudo isto nas ultimas semanas. Disseram-me que desde que tomei posse reuni mais vezes com os responsáveis do que o senhor em anos”, rematou. Com as correcções técnicas em curso e a dependência do novo PT para garantir capacidade eléctrica suficiente, a reabertura das Piscinas Municipais da Chamusca permanece condicionada. O município diz estar a “resolver os problemas daquilo que fizeram mal para trás”.

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