CIM da Lezíria do Tejo rejeita críticas do Governo e garante “mobilização total” no apoio às famílias
Declarações do ministro da Economia sobre atrasos na atribuição de apoios à reconstrução de habitações não caíram bem na Lezíria do Tejo.
O presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), João Leite, assegurou que os 11 municípios da região estão a dar uma resposta total às solicitações relacionadas com os apoios à reconstrução de habitações, na sequência das tempestades que atingiram o país. Em declarações à Lusa, o também presidente da Câmara de Santarém sublinhou que os concelhos chegaram mesmo a comprometer o normal funcionamento de alguns serviços, nomeadamente do urbanismo, para reforçar a capacidade de resposta.
A reacção surge depois de o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, ter afirmado, nas jornadas parlamentares do PSD, em Caminha, que o processo de atribuição de apoios às famílias “não está a correr bem”, apontando demoras por parte das câmaras municipais na avaliação dos prejuízos. João Leite considera, no entanto, que essas declarações não se aplicam à realidade da Lezíria do Tejo. “Acredito que estava a referir-se a outra realidade que não a da CIMLT”, afirmou, defendendo que o essencial é manter o trabalho no terreno e garantir resposta às populações.
O governante referiu que existem 25 mil candidaturas a apoios, num montante global de 143 milhões de euros, mas que o dinheiro que chegou às famílias continua a ser reduzido. Na mesma intervenção, destacou ainda a rapidez do Governo no desenho das medidas de apoio às empresas, apontando 877 milhões de euros já pagos a 3.725 empresas e a contratualização de 1.141 milhões de euros com outras cerca de cinco mil. No caso das famílias, Manuel Castro Almeida lembrou que o Governo celebrou protocolos com as ordens dos Engenheiros e dos Arquitectos para disponibilizar 700 técnicos às autarquias, com o objectivo de acelerar o levantamento dos prejuízos.


