Companhia das Lezírias mostra a peritos europeus estratégia de combate à murchidão do pinheiro
A exploração agropecuária e florestal de Samora Correia recebeu uma equipa internacional que avaliou no terreno as medidas adoptadas para conter o nemátodo do pinheiro e recolher informação para futuras orientações comunitárias.
A Companhia das Lezírias recebeu recentemente uma equipa de peritos da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) numa visita técnica destinada a avaliar as medidas de contenção do nemátodo do pinheiro e a recolher elementos para um parecer científico sobre os riscos desta doença no território da União Europeia.
A visita foi realizada na sequência de um contacto da Comissão Europeia com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que, através da sua Divisão de Fitossanidade Florestal, escolheu a Companhia das Lezírias como local de referência para demonstrar, no terreno, a importância de uma gestão florestal activa no controlo da doença.
Durante a sessão técnica foram apresentadas as práticas adoptadas na propriedade, nomeadamente a monitorização contínua do pinhal e o controlo rigoroso do declínio das árvores, medidas que têm permitido limitar a disseminação da doença vulgarmente conhecida como murchidão do pinheiro.
Para João Fonseca, director florestal e de sustentabilidade da Companhia das Lezírias, a presença da comitiva europeia representa um reconhecimento do trabalho desenvolvido na área da gestão florestal. O responsável considera que a escolha da empresa para demonstrar as suas práticas reforça o valor de uma estratégia de gestão activa da floresta na protecção do pinhal e na contenção do nemátodo.
A propriedade da Companhia das Lezírias integra um pinhal com uma área total de 1017 hectares, cuja experiência permitiu à equipa de especialistas recolher informação detalhada para a avaliação de risco que será posteriormente apresentada à Comissão Europeia. O objectivo é garantir que futuras directrizes comunitárias tenham em conta a realidade operacional das áreas afectadas.
A comitiva da EFSA que se deslocou a Portugal foi liderada pela polaca Agata Kaczmarek e integrou vários peritos internacionais.
A iniciativa permitiu à Companhia das Lezírias reafirmar o compromisso com a sustentabilidade e a gestão responsável da floresta, contribuindo para a definição de políticas europeias de protecção do pinhal.


