Monos e lixo continuam a acumular-se em frente a farmácia em Castanheira do Ribatejo
Situação continua a gerar mau ambiente para quem vive no edifício e quem está doente e precisa de ir à Farmácia Tejo, uma das mais modernas de Castanheira do Ribatejo. Câmara de Vila Franca de Xira disse no ano passado que estava a ser estudada uma alternativa, mas a solução ainda não chegou. Uma das ideias passava por ocupar parte do jardim mas a junta está contra.
A colocação de uma ilha ecológica e contentores do lixo de forma improvisada num lugar de estacionamento, à porta da Farmácia Tejo em Castanheira do Ribatejo, na Rua Dom António de Ataíde, continua a gerar queixas e críticas da comunidade e o problema tarda em ser resolvido.
Passado quase um ano desde que o assunto foi notícia em O MIRANTE, pouco ou nada se resolveu e quem precisa de ir à Farmácia Tejo, a mais recente da vila, continua a ter de passar perto do lixo e dos maus cheiros que emanam. E até para quem precisa de despejar o lixo a situação é desafiante, já que os contentores estão emparelhados em cima uns dos outros e demasiado juntos.
Uma foto enviada recentemente à redacção de O MIRANTE voltou a evidenciar a urgência de uma solução que tarda em chegar, com lixo a continuar a acumular-se no local. Não apenas a zona escolhida para colocar a ilha merece reparos de vários moradores - mesmo em frente à porta da farmácia - como também a forma amontoada como os contentores se encontram dificulta o acesso às ilhas ecológicas a quem precisa de ali depositar lixo.
A situação é da competência da Câmara de Vila Franca de Xira, que em Setembro do ano passado disse a O MIRANTE que a relocalização dos equipamentos estava a ser estudada mas até hoje nada aconteceu. Uma das hipóteses passava por instalar equipamentos enterrados, ou então a ocupação parcial de parte do jardim que se encontra à frente do edifício, mas a junta de freguesia está contra a ideia. “Não vamos permitir que se tire espaço do jardim que é muito usufruído pela população. A câmara foi alertada em tempo útil para esta situação ainda durante a construção do prédio. Aquele sítio em frente da farmácia está longe de ser o ideal, mas tirar parte do jardim também não é solução. É um assunto que a câmara deve ter atenção”, refere ao nosso jornal Marco Jesus, vice-presidente da União de Freguesias de Castanheira do Ribatejo e Cachoeiras.
O município já tinha manifestado “total disponibilidade” para continuar a dialogar sobre o assunto com os moradores e empresários daquela área. O MIRANTE voltou a questionar a câmara municipal sobre o assunto e encontra-se a aguardar resposta. “Dizem às pessoas que vão analisar o assunto mas depois nunca fazem nada, nunca vi aparecer aqui ninguém da junta e o problema continua. Além disso responderam-me torto quando me queixei”, criticava ao nosso jornal Albano Lourenço, morador da zona. “Não se entende estas decisões, é uma vergonha”, lamentava.


