Sociedade | 14-03-2026 15:00

Urgência de Obstetrícia de Abrantes não fecha e vai continuar a receber grávidas

Urgência de Obstetrícia de Abrantes não fecha e vai continuar a receber grávidas

Urgência de Obstetrícia e Ginecologia de Abrantes vai continuar aberta e a receber grávidas, garantiu a ULS Médio Tejo, que afasta qualquer impacto local da nova rede nacional de referenciação e assegura que “nada muda” no modelo de resposta já em funcionamento.

A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo garantiu esta sexta-feira, 13 de Março, que a urgência de Obstetrícia e Ginecologia de Abrantes vai manter-se em funcionamento, afastando dúvidas geradas pela entrada em vigor da nova Rede de Referenciação em Ginecologia e Obstetrícia. A administração assegura que “nada muda no sistema que já está implementado” e que as grávidas e restantes utentes da região continuarão a ser atendidas em Abrantes.
O esclarecimento surge numa altura em que o Governo está a reorganizar várias urgências do país, com o encerramento de alguns serviços locais e a concentração de resposta em urgências regionais. No Médio Tejo, porém, a ULS sublinha que a resposta se mantém, com a urgência, a maternidade e o serviço de neonatologia concentrados no Hospital de Abrantes. Ainda assim, a ULS recorda que os casos mais complexos continuarão a ser encaminhados para unidades hospitalares de maior diferenciação, nomeadamente hospitais de nível III, sempre que a situação clínica o justificar. Entre esses casos estão situações de grande prematuridade, gravidez múltipla, cancros ginecológicos ou gravidezes associadas a doença oncológica, que podem ser referenciados para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
A nova rede de referenciação abrange áreas clínicas especializadas como o diagnóstico pré-natal, apoio à fertilidade, ginecologia oncológica e acompanhamento de grávidas com doença oncológica. Segundo a ULS Médio Tejo, muitas situações poderão continuar a ser acompanhadas com recurso a consultadoria e telemedicina, sendo a deslocação a hospitais de nível superior reservada para os casos em que tal se revele necessário. A administração acrescenta que se mantém a articulação em rede com a ULS Oeste, a ULS Lezíria e também com a ULS Leiria, de forma a assegurar capacidade de resposta em períodos de maior pressão assistencial e garantir que exista sempre uma maternidade e um serviço de urgência disponíveis.
A ULS Médio Tejo sustenta que o novo documento é “estruturante”, por definir “arquitecturas assistenciais e circuitos de referenciação que reforçam a previsibilidade, a articulação entre instituições e a adequação dos cuidados às necessidades de cada mulher”.

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