Sociedade | 15-03-2026 10:00

Tragédias no Ribatejo acompanham subida nacional de mortes nas estradas

Tragédias no Ribatejo acompanham subida nacional de mortes nas estradas
Acidentes recentes no Ribatejo voltam a expor os riscos das estradas numa altura em que aumentam as mortes rodoviárias no país - foto arquivo O MIRANTE

Ciclista no Chouto e acidente na A1 na zona do Carregado engrossam lista negra num ano de 2026 que já soma 60 vítimas mortais no país.

O aumento da mortalidade rodoviária em Portugal também tem reflexo directo na região ribatejana, onde as primeiras semanas de 2026 ficaram marcadas por acidentes fatais que O MIRANTE noticiou e que voltam a expor a fragilidade de algumas vias da região. Segundo dados provisórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), entre 1 de Janeiro e 8 de Fevereiro registaram-se 16.498 acidentes no país, que provocaram 60 mortos, mais 14 do que no mesmo período de 2025, o que representa um aumento de 31%. Há ainda 195 feridos graves e 3.796 ligeiros.
Na região, a 4 de Janeiro, um ciclista perdeu a vida na sequência de uma colisão rodoviária na aldeia do Chouto, no concelho da Chamusca, um acidente que voltou a colocar em evidência a vulnerabilidade de quem circula em duas rodas em estradas nacionais com tráfego misto e pouca margem de protecção. Já a 17 de Fevereiro, um homem morreu num acidente na A1, uma das principais artérias que atravessa o distrito de Santarém e liga o norte ao sul do país. A autoestrada, apesar de ser considerada uma via estruturante e teoricamente mais segura, continua a registar ocorrências graves, muitas vezes associadas a velocidade excessiva ou distracção.
Embora os distritos do Porto e Lisboa concentrem o maior número absoluto de acidentes, a realidade do distrito de Santarém, atravessado por eixos como a A1, A23, EN3 e EN118, demonstra que o risco está longe de ser exclusivo das grandes áreas metropolitanas. O tráfego intenso de pesados, a circulação pendular para Lisboa e a extensão da rede de estradas nacionais mantêm o território sob pressão permanente. Os números da ANSR referem-se a vítimas cujo óbito foi declarado no local do acidente ou durante o transporte para o hospital, podendo ainda sofrer actualizações.

Telemóvel ao volante sob forte fiscalização em Santarém

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, a Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública lançaram na terça-feira, em Santarém, Braga e Aveiro, a campanha “Ligue-se à vida, não ao telemóvel”, que decorre até 2 de Março. As autoridades alertam que usar o telemóvel durante a condução aumenta quatro vezes o risco de acidente e atrasa o tempo de reacção mais do que uma taxa de álcool de 0,8 g/l. A 50 km/h, três segundos a olhar para o ecrã significam 42 metros percorridos sem ver a estrada. Entre 2023 e 2025, a distracção esteve na origem de 12.215 acidentes. A infracção é punida com coima entre 250 e 1.250 euros, perda de três pontos e inibição de conduzir até 12 meses.

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