Sociedade | 16-03-2026 12:00

Morador dos Foros de Almada reclama atenção para problemas no espaço público

Morador dos Foros de Almada reclama atenção para problemas no espaço público
António Gaspar identifica aspectos a melhorar na freguesia de Santo Estêvão - foto O MIRANTE

Com mais de duas décadas a viver em Foros de Almada, António Gaspar decidiu chamar a atenção para várias situações que, na sua opinião, comprometem a segurança rodoviária e a qualidade de vida dos moradores.

A degradação de estradas, a falta de sinalização ou de pintura rodoviária, a vegetação junto às vias e problemas na recolha de lixo são algumas das questões que António Gaspar gostava de ver resolvidas na terra onde mora, Foros de Almada, na freguesia de Santo Estêvão, concelho de Benavente. António Gaspar, 76 anos, vive na localidade há cerca de duas décadas e considera que existem diversas situações que merecem mais atenção por parte das entidades responsáveis, disse a O MIRANTE.
Como exemplo aponta alguns acessos entre Foros de Almada e Santo Estêvão, onde não faltam buracos, abatimentos no pavimento e sinalização horizontal praticamente inexistente. O morador da Rua do Cebola acrescenta que há cruzamentos onde a pintura no asfalto desapareceu ao longo do tempo e onde não existem passadeiras para peões, apesar de se tratar de locais com alguma circulação de veículos, incluindo autocarros e veículos de mercadorias. Numa dessas intersecções, na Rua Vale Carril, explica, os condutores são obrigados a desviar-se para a faixa contrária devido a irregularidades no pavimento, o que pode originar situações perigosas.
Entre os exemplos que considera mais preocupantes está um abatimento junto a uma vala, onde o terreno cedeu e onde foram colocados apenas materiais provisórios para tentar estabilizar a zona. A solução, afirma, revelou-se insuficiente, tendo o problema voltado a surgir após períodos de chuva e intempéries. “Isto já foi arranjado, meteram gravilha para tentar resolver, mas já voltou a abrir. Quem vem ali de cima pode desequilibrar o carro e vir por aqui abaixo”, alerta o morador.
António Gaspar chama também a atenção para a ausência de passadeiras e para a falta de marcações visíveis em alguns cruzamentos onde convergem várias estradas, dando como exemplo a intersecção que os automobilistas encontram cerca de 350 metros depois de cortarem na Estrada dos Alemães, vindo da Estrada Nacional 119.
Durante um percurso pelas estradas da zona, incluindo os caminhos de acesso à Herdade do Zambujeiro, o morador mostrou vários pontos onde a vegetação cresce sem controlo junto às vias e aos taludes, invadindo por vezes a área de circulação. A irregularidade de algumas estradas em que as raízes das árvores levantam o betuminoso nas bermas também merece atenção.
Outro dos problemas apontados prende-se com a limpeza e manutenção dos espaços públicos. Segundo António Gaspar, há zonas onde o lixo se acumula durante vários dias nos contentores. Em determinados pontos, refere, a vegetação e os detritos acabam por dificultar o escoamento da água. Leitor habitual de O MIRANTE, decidiu partilhar a situação com o jornal para chamar a atenção para problemas que considera resolúveis com intervenções relativamente simples.
O munícipe diz que já tentou transmitir algumas destas preocupações à Junta de Freguesia de Santo Estêvão. Segundo conta, reuniu-se no início de Fevereiro com o actual presidente da junta, Ricardo Oliveira, a quem apresentou a intenção de lhe mostrar no terreno os vários pontos que considera problemáticos. De acordo com António Gaspar, ficou combinado um novo contacto, “com mais tempo”, para percorrer a zona e identificar as situações no local, algo que ainda não aconteceu.

Abrantino com uma vida de trabalho entre a aviação e a construção

António Gaspar nasceu em Rio de Moinhos, perto de Abrantes, e fez o curso industrial naquela cidade. Com 18 anos mudou-se para Alverca. Ness cidade ingressou como operário nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, onde realizou vários cursos de especialização ligados à mecânica, hidráulica, electricidade e comunicações no sector da aviação. Ao longo da carreira diz ter frequentado dezenas de formações técnicas e chegou a participar em missões relacionadas com manutenção e armamento aeronáutico em bases na Guiné, em Luanda e em Moçambique.
Mais tarde dedicou-se à construção civil, actividade ligada à empresa do sogro, que chegou a ter cerca de 60 trabalhadores em obra. Após dificuldades financeiras que o levaram a perder a casa, mudou-se por volta do ano 2000 para a zona onde hoje reside, numa casa alugada, nos Foros de Almada, na freguesia de Santo Estêvão.

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