Sociedade | 17-03-2026 15:00

CPCJ de Vila Franca de Xira continua a meter água e a gerar críticas

CPCJ de Vila Franca de Xira continua a meter água e a gerar críticas

Município admite que uma das caleiras de escoamento de águas do edifício apresenta fragilidades e que por isso o espaço tem novamente de ir para obras, mas só com a luz verde da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo.

Apesar de ter estado a receber obras durante quase um ano as instalações onde funciona a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Vila Franca de Xira continua a meter água e o espaço vai ter de ser intervencionado novamente.
Nas últimas semanas, na sequência das várias tempestades que assolaram o país, o edifício, situado na rua Jacinto Nunes, voltou a sofrer infiltrações e a obrigar os profissionais que ali trabalham a ter de recorrer a baldes para conter a água que pingava sobre as secretárias. Depois de terem sido obrigados a trabalhar num espaço provisório durante mais de dez meses, enquanto se realizaram obras na cobertura do velho edifício, a situação veio gerar nova onda de críticas à forma como os trabalhos foram conduzidos, da responsabilidade da Câmara de Vila Franca de Xira.
O assunto veio também a lume na última reunião do executivo municipal, com Carlos Alvarenga (Chega) a criticar o executivo por só ter agido depois do tecto ter colapsado. “Os técnicos estiveram meses fora e aquando das primeiras chuvas já há infiltrações em várias salas. Há armários de madeira totalmente podres, o espaço não tem condições para receber as crianças e as famílias”, criticou o autarca, depois de ter visitado o local. Segundo Carlos Alvarenga não há segurança no espaço para conter eventuais problemas de violência entre os pais e os técnicos e sugeriu a criação de um botão de pânico para ajudar quem ali trabalha. “Acabam por ter de ser os técnicos, muitas vezes, a ter de mediar os conflitos. Existem fragilidades na CPCJ de VFX. Gastam-se milhões de euros em festas, almoços e confraternizações e abrigos para gatos de rua e outros projectos não urgentes e depois a protecção de crianças em risco é menosprezada”, criticou.

* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE

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