Sociedade | 18-03-2026 14:18

Abrantes reclama apoios urgentes para reparar estragos

Abrantes reclama apoios urgentes para reparar estragos

Manuel Valamatos diz que prejuízos no concelho já ultrapassam os 15 milhões de euros e lamenta que ainda não tenha chegado qualquer financiamento do Governo para a recuperação de equipamentos públicos.

Quase dois meses depois da tempestade Kristin e das cheias do Tejo, a Câmara de Abrantes continua à espera de verbas do Estado para avançar com a recuperação de estradas, infraestruturas e património danificados. O presidente do município, Manuel Jorge Valamatos, alerta que os prejuízos no concelho já ultrapassam os 15 milhões de euros e avisa que o valor ainda poderá aumentar.
Em declarações à Lusa, o autarca sublinhou que, até agora, os únicos apoios atribuídos dizem respeito a habitação própria, num total de cerca de 75 mil euros distribuídos por 25 famílias. Para a recuperação de equipamentos públicos, porém, diz não ter chegado “qualquer apoio financeiro do Governo” que permita lançar as obras necessárias. Manuel Valamatos defende que o financiamento é urgente não só para os municípios, mas também para associações e instituições atingidas pelo mau tempo. No Médio Tejo, os danos globais ultrapassam já os 100 milhões de euros.
No terreno continuam a surgir novas fragilidades, consequência da saturação dos solos após meses de chuva intensa. Entre as situações mais preocupantes está o Castelo de Abrantes, onde o acesso ao jardim da fortaleza permanece encerrado devido a derrocadas. O autarca diz ser necessário consolidar as zonas instáveis e devolver condições de segurança ao espaço, estimando que a intervenção custará centenas de milhares de euros. Outra das preocupações está na Estrada Nacional 2, no troço do Espinhaço de Cão, onde se mantém o risco de derrocada. A circulação faz-se de forma alternada e sob monitorização das Infraestruturas de Portugal, enquanto é aguardado um projecto de estabilização do talude.
Desde 28 de Janeiro, a passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta provocou 19 mortos em Portugal, além de centenas de feridos, desalojados e deslocados. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas, com milhares de casas, empresas e equipamentos destruídos ou danificados, além de cortes de energia, água e comunicações, inundações e avultados prejuízos.

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