Sociedade | 18-03-2026 10:00

Ruas em terra batida no Casal Garcia Mogo continuam a ser tormento para moradores

Ruas em terra batida no Casal Garcia Mogo continuam a ser tormento para moradores
Rua Humberto Horta é uma das que mais reclamações tem motivado - foto O MIRANTE

No Casal Garcia Mogo, concelho de Torres Novas, das cinco ruas existentes apenas duas estão asfaltadas. Moradores reclamam e esperam há anos pelo alcatrão. Presidente do município diz que problema está identificado e que intervenções vão seguir por ordem de prioridades.

A Rua Humberto Horta, no Casal Garcia Mogo, no concelho de Torres Novas, continua a ser uma dor de cabeça para moradores e automobilistas, que reclamam há “décadas” um tapete de alcatrão que elimine o degradado piso em terra batida e permita o escoamento adequado de águas pluviais. Os moradores entregaram no passado um abaixo-assinado, acompanhado de fotografias do estado degradado da rua, autarcas já visitaram o local e o arranjo até já esteve incluído num planeamento, mas não passou disso.
Na última assembleia municipal, os moradores voltaram a fazer eco do problema, lembrando que em 2012, ano em que duas das cinco ruas do Casal Garcia Mogo foram alcatroadas, o município fez um “planeamento” para levar alcatrão a essa e às restantes ruas em terra batida. Mas, 14 anos depois, as intervenções continuam por realizar. Tem sido colocado tout-venant para mitigar o problema, mas, na opinião dos moradores, foi criado outro: o piso da estrada está cada vez mais elevado o que faz com que as águas da chuva, inclusive vindas de outras ruas, escorram formando pequenos ribeiros junto aos muros das habitações. “E com facilidade os muros desabam”, alertou a moradora que deu voz ao assunto, sublinhando que neste mandato autárquico também já foram enviados emails ao executivo a solicitar o arranjo das ruas.
O presidente do município, José Trincão Marques, disse que o estado das ruas do Casal Garcia Mogo é um “problema identificado” mas que terá de integrar um planeamento geral e hierarquizado consoante o nível de prioridade. Até porque, afirmou, as condições climatéricas adversas que se fizeram sentir em Fevereiro agravaram o estado de algumas estradas, assim como de outras situações, desde queda de muros, taludes e casas em ruínas. “Temos vontade, mas temos de hierarquizar e vamos depois divulgar por onde vamos começar”, revelou, acrescentando que a autarquia deverá receber verbas do Governo relacionadas com as intempéries. Também o saldo de gerência que transitou do orçamento transacto confere uma margem para responder a situações como esta, acrescentou.

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