Sociedade | 19-03-2026 12:00

Lixeira junto a casas na ponte do Vale de Santarém é assunto na reunião do Cartaxo

Lixeira junto a casas na ponte do Vale de Santarém é assunto na reunião do Cartaxo
Problema arrasta-se há anos junto a um núcleo habitacional - foto O MIRANTE

Acumulação de lixo junto a habitações na zona da ponte do Vale de Santarém, em Vila Chã de Ourique, voltou a expor um problema social e ambiental que se arrasta há anos. O caso foi levantado na reunião de câmara do Cartaxo.

A existência de uma lixeira a céu aberto junto a habitações na zona da ponte do Vale de Santarém, na freguesia de Vila Chã de Ourique, esteve em debate na última reunião da câmara do Cartaxo. A vereadora Luísa Areosa, eleita pelo Chega, chamou a atenção para a acumulação de lixo perto de casas onde vive uma comunidade cigana, considerando tratar-se de uma situação grave do ponto de vista ambiental e sanitário. “Não me compete ajuizar nada sobre as pessoas, mas sim o perigo para a saúde pública da lixeira que ali está acumulada, que consideramos que é um crime ambiental”, afirmou, pedindo esclarecimentos ao executivo sobre as medidas a adoptar.
O presidente da câmara, João Heitor, respondeu que o problema não é recente e recordou que aquele núcleo habitacional existe há mais de 20 anos. Segundo explicou, chegaram a ser apresentadas, no passado, soluções de habitação à família que ali reside, mas essas propostas terão sido recusadas. O autarca garantiu ainda que o município tem procurado prestar apoio às pessoas que vivem no local, nomeadamente ao nível do acompanhamento e transporte escolar das crianças. Referiu também que, durante o período recente de cheias, a presidente da Junta de Freguesia de Vila Chã de Ourique voltou a contactar a família para avaliar a possibilidade de acolhimento temporário, proposta que acabou igualmente por não ser aceite. “Não queremos que ninguém no nosso concelho viva naquelas condições, até porque vivem ali crianças e já houve crianças que nasceram ali e que hoje já são pais naquele mesmo ambiente”, sublinhou João Heitor.
Sobre a questão ambiental, o presidente confirmou que a situação já foi comunicada às entidades competentes. Acrescentou, porém, que o terreno não pertence ao município, mas à Agência Portuguesa do Ambiente, o que limita a capacidade de intervenção directa da autarquia. “Aquele espaço é domínio da APA e o município nem sequer tem autoridade para dizer àquelas pessoas que não podem estar ali. Mas acredito que a APA venha a fazer qualquer coisa em relação a isso, porque de facto ninguém pode viver num sítio como aquele, naquelas condições”, afirmou.

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