Câmara de Almeirim não vai fazer projecto "megalómano" do mercado do anterior executivo
A ideia do anterior presidente de fazer um primeiro andar no mercado municipal para uma Loja do Cidadão é demasiado cara e é preferível requalificar o espaço e dar uma nova dinâmica à zona velha da cidade
O projecto de seis milhões de euros deixado pelo ex-presidente da Câmara de Almeirim, Pedro Ribeiro, para contruir um primeiro andar no mercado municipal para albergar uma loja do cidadão é quase inexequível e sai mais barato fazer um edifício de raiz. Em Dezembro, pouco tempo após as eleições, em entrevista a O MIRANTE, o novo presidente, Joaquim Catalão, já tinha dito que ia avançar com melhorias no espaço sem esperar pelo projecto do novo piso, que agora o novo executivo concluiu ser megalómano, a começar pelo custo que pode ascender a mais de seis milhões de euros.
A opção agora é requalificar o edifício criando melhores condições para o comércio e transformar uma parte para um serviço de atendimento público que não faz parte dos que integram as lojas do cidadão, como por exemplo um balcão da Águas do Ribatejo, de modo a chamar gente para a zona. Esta nova estratégia vai incluir também uma melhoria de toda a zona envolvente, com especial atenção para o espaço conhecido por horta d’el rei, onde vai ser criado estacionamento, um parque urbano com ligação ao antigo Jardim da República, conjugada com a construção da nova creche municipal no palacete designado por casa do sacristão.
Para criar uma nova dinâmica na zona vai também, refere o vice-presidente da câmara, valorizar-se a utilização da Igreja do Divino Espírito Santo (escolas velhas), que ainda tem uma parte por acabar onde deverá nascer um centro interpretativo da história local.
Filipe Torres, sobre o mercado, garante que as obras não vão ser apenas de estética, intervindo-se na rede de águas, electricidade e esgotos, bem como na cobertura que tem alguns problemas. A ideia, refere o autarca, é tornar o espaço funcional, alargar as lojas para dentro do mercado, juntando algumas, já que há espaços com cerca de 15 metros quadrados, criando condições para a instalação de vários tipos de comércio, fazer novas casas de banho e criar novas bancas de venda.
Ou seja, refere Filipe Torres, “uma coisa menos megalómana”. O projecto da loja do cidadão, onde se prevê juntar os serviços da Segurança Social, Finanças e Registos e Notariado, pode ser aproveitado e redesenhado para ser feito noutro local, não estando ainda decidido qual poderá ser o local.
Na perspectiva do vice-presidente, o projecto da horta d’el rei deverá decorrer em paralelo com a requalificação do mercado municipal, uma vez que é essencial haver estacionamento para servir a zona, que o autarca diz ser “ainda um bocado subaproveitada”.
Recorde-se que o parque de estacionamento criado no espaço privado da Santa Casa da Misericórdia, em frente ao mercado, pago pelo município para através de um acordo estar aberto ao público, já não serve o mercado, em frente, uma vez que está sempre sobrelotado. E nem a ideia do anterior autarca de colocar parquímetros para controlar o tempo de estacionamento gratuito teve qualquer efeito, uma vez que além de não ser feita fiscalização os aparelhos estão constantemente com problemas técnicos.


