CPCJ de Vila Franca de Xira continua a meter água e a gerar críticas
Município de Vila Franca de Xira admite que uma das caleiras de escoamento de águas do edifício da CPCJ apresenta fragilidades e que, por isso, o espaço tem novamente de ir para obras. Mas só com a luz verde da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo.
Apesar de ter estado a receber obras durante quase um ano, as instalações onde funciona a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Vila Franca de Xira continua a meter água e o espaço vai ter de ser intervencionado novamente. Na sequência das várias tempestades que assolaram o país, o edifício, situado na Rua Jacinto Nunes, voltou a sofrer infiltrações e a obrigar os profissionais que ali trabalham a ter de recorrer a baldes para conter a água que pingava sobre as secretárias.
Depois de terem sido obrigados a trabalhar num espaço provisório durante mais de dez meses, enquanto se realizaram obras na cobertura do velho edifício, a situação veio gerar nova onda de críticas à forma como os trabalhos foram conduzidos, da responsabilidade da Câmara de Vila Franca de Xira. O assunto veio também a lume na última reunião do executivo municipal, com o vereador Carlos Alvarenga (Chega) a criticar o executivo por só ter agido depois do tecto ter colapsado. “Os técnicos estiveram meses fora e aquando das primeiras chuvas já há infiltrações em várias salas. Há armários de madeira totalmente podres, o espaço não tem condições para receber as crianças e as famílias”, criticou o autarca, depois de ter visitado o local.
Segundo Carlos Alvarenga, não há segurança no espaço para conter eventuais problemas de violência entre os pais e os técnicos e sugeriu a criação de um botão de pânico para ajudar quem ali trabalha. “Acabam por ter de ser os técnicos, muitas vezes, a ter de mediar os conflitos. Existem fragilidades na CPCJ de VFX. Gastam-se milhões de euros em festas, almoços e confraternizações e abrigos para gatos de rua e outros projectos não urgentes e depois a protecção de crianças em risco é menosprezada”, criticou.
Contactado por O MIRANTE, o município garante que tem acompanhado a situação das instalações da CPCJ, “tendo-se deslocado ao local por diversas vezes para monitorizar e avaliar directamente as condições do edifício”, garantindo que qualquer anomalia é prontamente identificada. “A infiltração pontual que se verifica numa sala do piso superior, de acesso exclusivo aos trabalhadores, não tem qualquer relação com a empreitada de intervenção realizada recentemente no edifício”, esclarece a câmara, dizendo no entanto que para mitigar os efeitos das infiltrações foram feitas reparações de reforço da capacidade de escoamento da caleira existente e uma “pequena rectificação técnica” da mesma.
Segundo a câmara municipal, está a ser estudada uma solução estrutural e definitiva para eliminar o estrangulamento verificado no escoamento pluvial do edifício, solução que passa pela colocação de um tubo de queda exterior ao edifício. “Por se tratar de uma alteração na envolvente de um imóvel classificado, este projecto encontra-se neste momento a aguardar a necessária aprovação do organismo competente (CCDRLVT)”, refere.


