Erro na plataforma do PRR atrasa abertura de nova creche em Alenquer
Creche da Santa Casa da Misericórdia de Alenquer, com quase 300 vagas, está pronto desde Maio, mas continua sem poder abrir. Um erro na plataforma do PRR impede a instituição de avançar para a licença de utilização.
A abertura da nova creche da Santa Casa da Misericórdia de Alenquer está pendente há mais de dois meses por causa de um erro na plataforma do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Segundo o Provedor da instituição, Luís Rema, a Segurança Social está a par do assunto, mas a creche só pode abrir depois das autorizações necessárias. “Sem ultrapassar este problema, não podemos dar o passo seguinte, que é pedir a licença de utilização. A Segurança Social não nos permite utilizar o edifício, como é óbvio e bem. Diria que, devido a este erro da plataforma do PRR, estamos em suspenso. Ou seja, não há data de abertura até esta questão estar tratada”, explicou.
O novo edifício tem 296 vagas para bebés dos 4 aos 36 meses. Luís Rema diz que desde Maio a creche já está toda equipada e que podia perfeitamente ter aberto neste ano lectivo. “Não vai abrir em Setembro. Assim que estiver tudo pronto, não se vai esperar. Falta apenas colocar o material alimentar, mas o resto está concluído”, garante.
O provedor avança ainda que esta estão em lista de espera para berçário, dos 4 aos 12 meses, 145 crianças, algumas que ainda não nasceram. Com a nova valência a entrar em funcionamento, 80% das necessidades da lista de espera ficam resolvidas e, no total, serão cerca de meio milhar de crianças na creche. Actualmente, a Santa Casa tem 252 crianças nesta faixa etária distribuídas por quatro edifícios no concelho de Alenquer.
Pais lamentam demora apesar da obra concluída
Pedro Espírito Santo, representante de um grupo de pais que têm os filhos nas valências da instituição, lamentou o atraso na abertura da nova creche e questionou a Misericórdia e a Câmara Municipal de Alenquer. Na missiva, os pais lamentam que, apesar de a obra estar concluída há vários meses, a creche continue sem abrir portas, “mantendo-se as crianças nas actuais instalações da creche da SCMA, que apresentam limitações de espaço e condições”, referem.


