Sociedade | 22-03-2026 18:00

Almeirim aponta para prejuízos de 12 milhões de euros após cheias e tempestades

Almeirim aponta para prejuízos de 12 milhões de euros após cheias e tempestades

Cheias e tempestades que atingiram Almeirim deixaram um rasto de destruição avaliado em cerca de 12 milhões de euros, com estradas municipais e rurais entre os sectores mais afectados.

As cheias e tempestades que assolaram o concelho de Almeirim provocaram prejuízos estimados em cerca de 12 milhões de euros, com a maior fatia dos danos concentrada na rede viária municipal e rural. O presidente da câmara, Joaquim Catalão, alerta que há caminhos agrícolas destruídos, margens arrastadas pela força da água e infraestruturas em risco, ao mesmo tempo que o município continua à espera de apoio financeiro do Governo. A autarquia já remeteu um primeiro levantamento dos estragos para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e para os ministérios competentes, aguardando agora novos pedidos de informação que permitam validar e concretizar as estimativas apresentadas. Segundo Joaquim Catalão, o valor global dos danos “ronda os 12 milhões de euros”, abrangendo sobretudo a recuperação de estradas municipais e rurais, bem como intervenções na Vala Real de Almeirim e na Ribeira de Muge.
O autarca sublinha que um dos cenários mais preocupantes se verifica precisamente na Ribeira de Muge, onde a violência do caudal destruiu margens e abriu um problema de grande dimensão. Além dos danos nas linhas de água, há vários acessos rurais seriamente comprometidos, o que está a obrigar a câmara a avançar com obras de emergência para garantir circulação mínima, sobretudo junto das explorações agrícolas. Um dos casos mais urgentes foi o da Quinta do Casal Monteiro, cujo acesso ficou totalmente intransitável, impedindo a deslocação de trabalhadores e produtores. A estrada acabou por ser reparada pelo município, suportando a autarquia os custos da intervenção.
Joaquim Catalão assegura que a prioridade passa por devolver condições de circulação aos agricultores, numa altura em que o calendário agrícola não admite atrasos, explicou, sublinhando que todas as vias deverão estar operacionais antes da vindima e da campanha do tomate. Apesar da dimensão dos prejuízos, o presidente da Câmara de Almeirim lamenta que o concelho ainda não tenha recebido qualquer apoio financeiro do Estado. Segundo o autarca, o município foi um dos últimos a ser abrangido pela resolução que declarou o estado de calamidade, situação que acabou por atrasar o envio e a validação dos elementos necessários para aceder a eventuais ajudas. O edil diz ainda que, pelos contactos mantidos com concelhos vizinhos, o cenário não é animador. As verbas entretanto disponibilizadas têm sido escassas e insuficientes para responder à dimensão dos estragos causados pelo mau tempo, o que agrava a preocupação das autarquias mais afectadas.

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