Sociedade | 23-03-2026 14:00

Alenquer avança com Plano de Pormenor para a Quinta do Brandão

Alenquer avança com Plano de Pormenor para a Quinta do Brandão
Foto: Cm Alenquer

Câmara de Alenquer deu luz verde ao arranque do Plano de Pormenor para a Quinta do Brandão, tentando resolver um problema urbanístico antigo. O projecto prevê menos construção e melhor planeamento e vai ser feito em conjunto com a associação de proprietários.

A Câmara Municipal de Alenquer aprovou, esta segunda-feira, o início dos procedimentos para a elaboração do Plano de Pormenor do Brandão.
A Quinta do Brandão localiza-se na vila de Alenquer e é hoje conhecida sobretudo por uma urbanização inacabada que marcou negativamente a paisagem nas últimas décadas.
A autarquia vai celebrar um contrato com a Associação de Proprietários da Quinta do Brandão, uma vez que os proprietários dos lotes de terreno pretendem encontrar uma solução para a área e viabilizar a operação urbanística.
Em reunião do executivo, Tânia Barroso, chefe de divisão de planeamento territorial do município, garantiu que, à data, não está prevista a construção de prédios com mais de quatro ou cinco pisos, tendo a câmara já explicado os motivos aos proprietários. Está ainda prevista a execução de espaços verdes, mas o Palácio do Brandão não está incluído na primeira fase do projecto.
“O que estava anteriormente previsto era dramático para a vila de Alenquer, estando apontada a possibilidade de mais seis mil pessoas, caso não tivesse sido declarada a caducidade. Falámos com os promotores e transmitimos que pretendemos um projecto menos denso, não o mesmo da década de 80. O território tem de ser pensado e não vamos permitir habitação avulsa. O plano de pormenor vai incluir um estudo de mobilidade e de tráfego. Recordo que já lá vivem pessoas, com dificuldades de acesso aos próprios lotes, porque a urbanização não foi devidamente planeada. Toda a área acima do palácio, com vista para a vila, poderá contemplar habitação unifamiliar até três pisos, mas nunca edifícios com sete ou nove andares, como chegou a estar previsto. Não é isso que a câmara pretende”, explicou a técnica do município.
O vereador do PSD, Francisco Guerra, classificou o Brandão como “um elefante na sala há mais de 20 anos” e afirmou ver com bons olhos a colaboração entre o município e a associação de proprietários. Contudo, tendo em conta a ausência de informação, como o número de habitantes previstos, redes viárias e os custos para a câmara deste processo, o PSD optou pela abstenção.
No mesmo sentido votou Carlos Sequeira, do Chega. Já o eleito independente Tiago Pedro votou a favor, juntamente com o executivo do PS.

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