Reparar danos em infraestruturas municipais de Salvaterra de Magos custa 2,3 milhões
Câmara de Salvaterra de Magos concluiu levantamento técnico preliminar dos danos causados pelas intempéries e prepara relatório exaustivo para submeter às entidades competentes, enquanto aguarda definição de apoios.
A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos estimou em cerca de 2,26 milhões de euros o custo de reposição de equipamentos e infraestruturas municipais danificados pelas recentes tempestades, segundo um levantamento técnico preliminar apresentado pela presidente do município, Helena Neves. De acordo com a autarca independente, os serviços municipais procederam ao registo individualizado das ocorrências em plataformas próprias, conforme solicitado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), permitindo apurar um prejuízo directo contabilizado de 611 mil euros, mas com uma estimativa de reposição que ascende a 2.260.000 euros.
“São estimativas técnicas com base em registos individualizados por ocorrência, devidamente registados, embora sujeitos a revisão e actualização”, explicou Helena Neves, acrescentando que está em elaboração um relatório técnico-operacional detalhado, actualmente em versão de rascunho, que deverá ser apresentado na próxima reunião de câmara.
A rede viária municipal concentra o maior número de ocorrências, com 91 registos e um custo estimado de reposição na ordem dos 608 mil euros. Seguem-se as infraestruturas e equipamentos de saneamento básico, com 20 ocorrências e cerca de 626 mil euros estimados, bem como o equipamento municipal complementar e de lazer, onde se contabilizam 15 situações e um custo aproximado de 559 mil euros.
Foram ainda registados danos em taludes, muros de suporte e contenção de vias (12 ocorrências), edifícios e construções municipais (cinco ocorrências) e outras tipologias diversas. No património cultural, os danos apurados rondam os 140 mil euros, com um custo de reposição estimado a rondar os 200 mil euros, incidindo sobretudo na ponte romana localizada na freguesia de Muge.
Turismo e moradores também sofreram
Paralelamente ao levantamento municipal, foi efectuado um reporte específico na área do turismo, a pedido da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. O município contabilizou cerca de 540 mil euros em prejuízos, sobretudo na zona do Escaroupim, afectando infraestruturas ligadas à actividade náutica e percursos pedestres. Já os promotores turísticos do concelho reportaram directamente perdas estimadas em cerca de 330 mil euros, incluindo danos materiais e quebras operacionais, valores que foram igualmente comunicados às entidades competentes.
No que respeita a prejuízos declarados por privados, até 19 de Fevereiro estavam registados na plataforma da CCDR cerca de 1,272 milhões de euros em danos na agricultura, resultantes de declarações apresentadas por agricultores do concelho. Ao nível da habitação, encontram-se inscritas 13 participações de munícipes, totalizando aproximadamente 84 mil euros.


