Sociedade | 24-03-2026 07:00

EN2 continua com trânsito condicionado em Abrantes sem prazo para solução no talude

EN2 continua com trânsito condicionado em Abrantes sem prazo para solução no talude

Circulação na EN2, junto ao castelo de Abrantes, vai continuar condicionada por tempo indeterminado, com trânsito alternado e regulado por semáforos, enquanto a Infraestruturas de Portugal estuda uma intervenção profunda para estabilizar o talude.

A circulação na Estrada Nacional 2, junto ao castelo de Abrantes, vai manter-se condicionada por tempo indeterminado, por razões de segurança, enquanto a Infraestruturas de Portugal (IP) desenvolve um projecto de estabilização profunda do talude. Em resposta à Lusa, a IP garante que não foram identificados indícios de instabilidade global na encosta, mas admite que subsiste risco de erosão superficial nos taludes, situação que continua a ser monitorizada de forma regular. A empresa está a estudar soluções para uma intervenção de maior profundidade, com o objectivo de reduzir o risco geológico e geotécnico. Até à concretização dessa obra, a estrada deverá manter os actuais condicionalismos de circulação como medida preventiva.
O troço afectado, entre os quilómetros 402,200 e 403,800, reabriu parcialmente a 4 de Março, depois de ter estado totalmente cortado desde 11 de Fevereiro, na sequência de deslizamentos de terras e queda de blocos rochosos provocados pela chuva intensa registada desde Janeiro. Desde então, o trânsito faz-se apenas numa via, em regime alternado e controlado por semáforos. Na última reunião de câmara, o presidente do município, Manuel Jorge Valamatos, alertou para a persistência de fragilidades em várias infra-estruturas do concelho devido à saturação dos solos causada pela chuva. Sobre o troço da EN2 no Espinhaço de Cão, o autarca disse manter-se o risco de derrocada, apontando a existência de uma fenda acentuada e de uma ruptura no talude que podem originar uma deslocação de terras de grandes dimensões. Manuel Jorge Valamatos adiantou ainda que vai reunir nos próximos dias com o ministro das Infra-estruturas, Miguel Pinto Luz, para exigir um projecto e uma intervenção rápida que garantam a estabilidade definitiva do talude. Entretanto, a Câmara de Abrantes e a IP reforçaram a sinalização no local para desviar os veículos pesados do centro urbano. Segundo o autarca, os prejuízos provocados pelo mau tempo no concelho já ultrapassam os 15 milhões de euros, num total superior a 100 milhões de euros em toda a região do Médio Tejo.

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